Com a palavra, o adolescente!

Professora Me. Márcia Maria de Castro Buzzato

“Ao longo dos anos, nós professores vamos aprimorando a maneira como tratamos o conhecimento, é claro, e continuamos a desenvolver nos alunos o senso crítico diante de tudo que os circundam.

Ensinar com sentido, dar voz e despertar consciência crítica sobre a realidade sem partidarismos.

Assim caminhamos. Fácil? De maneira nenhuma. Porém, é preciso semear esperança, vitalidade e uma boa dose de otimismo crítico, ou seja, aquele que enxerga as dificuldades, mas pratica diariamente a fé na geração que se forma.

Abaixo está um fruto da aula de Arte, com a professora Sônia, sobre Música de Protesto, quando nossos meninos e meninas do 9º ano conheceram mais profundamente um clássico da Música Popular Brasileira, “Cálice”, de Chico Buarque, que foi uma forma de protestar contrariamente ao modelo ditatorial vigente no Brasil de 1978, quando foi composta. 

E nosso material POSITIVO, com a maestria de sempre, trouxe a proposta para que os alunos desenvolvessem uma nova música de protesto, com os temas por eles escolhidos a partir do clássico que ouviram e entenderam. 

Vejam o relato da aula com a professora Sônia e a palavra da Helena sobre sua composição junto com a amiga Nicole.”

 

Professora Sônia Gonçalves

“A música é uma das linguagens de arte que tem uma força transformadora. Muitas vezes é um modo de expressar sentimentos, desejos e frustrações. A música de protesto é utilizada como forma de “abrir os olhos da sociedade” para algumas questões que aflijam a um povo, comunidade… 

Desenvolver o tema “Música de Protesto” foi um desafio. Mostrar aos alunos que as canção não deve falar de coisas banais, mas, sim, explorar letras na tentativa de mudar a realidade cruel, em que grande parte do mundo vive, e através da música abordar múltiplos problemas sociais atuais, como: Guerra, violência, abuso, feminicídio, opressão, corrupção, escândalos políticos, repressão e discriminação foram os objetivos deste trabalho.

Se valeu a pena? Sem dúvidas…”

 

Música de trabalho

Cálice (Chico Buarque e Milton Nascimento, 1978)

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

 

Com a palavra, o adolescente

A dor de uma vida/ A dor de ser calada (Helena Marcondes e Nicole Silva, 2023)

Cale-se, afasta de mim esse traste
Afaste de mim esse traste, cale-se
Afaste de mim essa dor que me rodeia

Quando eu era pequena não podia falar
Tinha que aguentar ele me perturbar
Querer sempre me tocar, falando que queria me pegar.

Quando eu era pequena, falava
Mas ninguém acreditava
Porque eu era só uma criança
Quando ele vinha me tocar,
Eu me apavorava e tentava me acalmar

Eu queria falar, mas, cale-se
Eu queria contar, mas, cale-se
Eu queria me expressar, mas …

Cálice (pai), afaste de mim essa dor
Afaste de mim essa insegurança
Afaste de mim essas ameaças que me machucam desde tão nova
Afaste de mim essa dor de ser calada…

Cálice (pai), cale-se …afaste de mim tudo isso…

 

Helena Marcondes

Nicole Silva

“No mundo em que vivemos hoje esse assunto (abuso) não é tratado com a importância que tem. No Brasil e no mundo muitas mulheres passam por essas situações e sofrem caladas. Então,  como mulher, temos o direito de nos sentir protegidas em qualquer local com a roupa que estivermos confortáveis

Mas essa não é a realidade de muitas meninas. Várias garotas não se sentem seguras nem na própria casa! Como pode, por exemplo, alguém que te passava segurança fazer algo tão absurdo e virar uma figura de medo?????

Por mais absurdo que seja, isso é uma realidade de diversas mulheres. Esse é um assunto muito delicada e doloroso, mas é necessário ser discutido, pois muitas mulheres sofrem caladas e são ameaçadas para não contar nada a ninguém.

 É necessário lutarmos por essa causa e que nos mulheres nos apoiemos para que possa existir uma maior rede de apoio entre todas nós. A violência deixa marcas para uma vida toda.”

Uso consciente e seguro da Internet

A internet é uma ferramenta incrível que permite acesso a informações, comunicação instantânea e entretenimento. Porém, como em tudo na vida, é necessário tomar cuidados especiais para garantir que sua utilização seja segura e responsável, principalmente quando se trata do uso de redes sociais por crianças e adolescentes.

De acordo com a pesquisa “Realidade Cibernética: O que os pré-adolescentes e adolescentes estão fazendo on-line”, realizada pela Intel Security, 83% das crianças entre 8 e 12 anos e 97% dos adolescentes entre 13 e 16 anos já estão ativos em redes sociais. Esses números mostram que é importante que os pais estejam atentos aos perigos que a internet pode apresentar e que saibam orientar seus filhos sobre o uso consciente e seguro da rede.

maternidadesimples.com.br/criancas-e-redes-sociais-seguranca/

Veja também: https://maternidadesimples.com.br/criancas-e-redes-sociais-seguranca/

Infelizmente, essa mesma pesquisa mostra que muitas crianças e adolescentes não estão cientes dos riscos que correm ao utilizar as redes sociais. Alguns dados preocupantes indicam que 20% dos entrevistados se encontrariam com alguém que conheceram on-line, 33% mudam sua atividade online quando sabem que os pais estão vigiando e 48% admitem que escondem dos pais sua atividade online. Além disso, 23% apagam o histórico do navegador e 20% apagam mensagens.

O conteúdo postado pelos jovens também é uma questão importante a se considerar. A pesquisa mostra que 73% dos entrevistados postam fotos, 44% divulgam o nome da escola, 34% compartilham o email, 35% a data de nascimento e 10% o nome de parentes. Essas informações podem ser usadas por pessoas mal-intencionadas para cometer crimes virtuais, como a invasão de privacidade e a disseminação de conteúdos impróprios.

Outro fator preocupante é o peso que as curtidas, seguidores e visualizações têm na internet. Muitos jovens acreditam que a popularidade nas redes sociais é sinônimo de sucesso na vida real, o que pode levar a comportamentos arriscados e irresponsáveis.

Além disso, a internet tem modificado as rotinas dos jovens, que passam cada vez mais tempo conectados e menos tempo em atividades ao ar livre, estudos e convívio com amigos e familiares.

Para garantir o uso consciente e seguro da internet pelos filhos, os pais devem estabelecer limites e orientar as crianças sobre os perigos da rede. Algumas dicas importantes incluem: estabelecer um momento para o uso da internet, verificar o histórico de acessos, verificar a faixa etária recomendada para jogos e redes sociais, manter o diálogo com os filhos, utilizar ambientes de convivência familiar, estabelecer um vínculo de confiança com a criança ou adolescente e monitorar as atividades online. É importante lembrar que a internet pode ser uma ferramenta poderosa e útil, desde que utilizada de forma consciente e responsável.

Além disso, é importante ressaltar as ações desenvolvidas pelo Colégio Criar e Crescer para promover o uso consciente e seguro da internet por seus alunos. A formação oferecida pela escola é pautada pelo conhecimento e respeito mútuo, visando à promoção da empatia e do diálogo entre os estudantes.

O colégio promove atividades interdisciplinares com foco no respeito e na prática da empatia, além de realizar parcerias consistentes e constantes com os pais e responsáveis. Dessa forma, a escola procura incentivar o uso responsável da internet pelos alunos, incentivando atividades colaborativas e práticas que otimizem o relacionamento social entre eles.

Ao adotar medidas como essas, a escola busca fornecer aos alunos ferramentas e conhecimentos para que possam utilizar a internet de forma segura e consciente, contribuindo para o desenvolvimento de uma cultura digital mais saudável e responsável.

Este texto foi adaptado da apresentação do Prof. Marcelo Mota, na reunião de pais e professores do dia 19 de abril, por Ítalo Garrot.

Professor Marcelo Mota

Construindo minha identidade no C.C.C

Qual a minha identidade?

Uma pergunta que em dado momento de nossas vidas sempre fazemos é: quem sou eu? Qual a minha identidade?

Não é simples se reconhecer como parte integrante de uma sociedade tão diversa e menos ainda tem sido se apropriar e fazer parte de um grupo. Nossas crianças e adolescentes vivem desde muito cedo essa questão e a escola tem um papel muito importante na construção da identidade.

Segundo o dicionário Aurélio, identidade é conjunto das qualidades e características particulares de uma pessoa que torna possível sua identificação e reconhecimento. Mas em um mundo, no qual ser único é visto como fora de moda e  pensar e agir de acordo com um grupo é cada vez mais comum, como ajudar as  crianças e adolescentes a se reconhecerem como indivíduos, pensamentos e membros ativos de suas comunidades.?

Em nossas conversas com alunos e equipe,  temos falado a respeito da importância de boas práticas dentro da escola. Isso inclui atividades que estejam além da sala de aula e abranjam toda a comunidade escolar, familiar e social. 

A BNCC traz três competências destinadas a cuidar desta construção, são elas: autoconhecimento e autocuidado, empatia e cooperação e autonomia.

Todas elas tratam do agir pessoal e coletivo com responsabilidade e resiliência para construir princípios éticos democráticos e solidários, cuidando da saúde física e emocional, lidando com suas emoções e com a pressão do grupo.

Com base em todo esse estudo e análise do que precisamos abordar com nossos alunos de 3º, 4º e 5º anos, estamos desenvolvendo o projeto “Construindo Minha Identidade no CCC”,  no qual, semanalmente, temos um encontro direcionado e orientado para desenvolver nos pequenos o autoconhecimento, a empatia e o respeito pela pluralidade social.

Isso vem acontecendo de muitas formas. Por exemplo: enviamos para casa um pequeno questionário, no qual cada criança deveria se descrever com base naquilo que pensa de si, sem a interferência das percepções das demais pessoas. A partir daí, trabalharemos coletivamente, a  percepção que ambos têm uns dos outros e estenderemos nosso diálogo às famílias, para que todos busquem suas origens e entendam como nossa identidade é formada pedacinho por pedacinho com base no que vivemos, aprendemos e construímos. 

Muitas outras estratégias serão utilizadas ao longo do projeto e certamente, serão momentos proveitosos e divertidos:  através de canções, dinâmicas e muita conversa seremos imersos na origem do ser individual.

Abraços!

Professora Maíra Camargo
Orientadora Educacional C.C.C.

 

Letra cursiva e a sua importância nos anos iniciais do Ensino Fundamental

O aprendizado da letra cursiva é um dos mais esperados pela família, a partir do momento em que os pequenos entram na escola. O que precisamos compreender é que existem alguns processos importantes antes de aprender a escrever a famosa “letra de mão”.

Desde a Educação Infantil, antes de serem alfabetizadas, as crianças vivenciam e realizam muitas atividades com o objetivo de desenvolver habilidades, que lhes possibilitarão o exercício da coordenação motora fina e viso-motora, a preensão adequada do lápis e a postura correta para sentar. São etapas importantes para que, no decorrer do processo de alfabetização, elas se apropriem do traçado correto das letras.

De acordo com especialistas, quando a criança está aprendendo a letra cursiva, o cérebro é estimulado a partir de determinadas áreas simbólicas e motoras. O treinamento da escrita a partir da técnica cursiva auxilia bastante no que diz respeito à coordenação motora, já que o aluno vai depender de concentração para realizar os contornos que formarão as letras.

Para compreendermos a importância da letra cursiva, é preciso lembrar que escrever é um ato relacionado às nossas práticas sociais. Quer ver alguns exemplos? A escrita de recados no bloco de notas, cartas ou bilhetes sempre se fizeram presentes no cotidiano das relações sociais. Afinal, a escrita integra a comunicação, que é composta por: mensagem, emissor e receptor.  É importante que a criança desenvolva esse olhar durante seu processo de aprendizado. Sem contar que a letra cursiva carrega traços de família, já perceberam?

Outra coisa que precisamos compreender é que, antes de escrever -seja letra cursiva ou de imprensa-, as mãos da criança precisam trabalhar em muitas outras atividades, como: brincar de massinha, descascar alimentos (como banana ou mexerica), empilhar blocos lógicos, rosquear tampas de garrafa pet e muito mais.

 

Letra cursiva: com paciência e sem pressão

A letra também está relacionada à personalidade da pessoa e sua individualidade. Forçar a criança a escrever com letra cursiva não é uma atitude legal! Tudo tem sua hora!

Para que a criança possa desenvolver a escrita cursiva de maneira mais ampla e significativa, é fundamental que se respeite o tempo dela. Algumas aprenderão com mais destreza, enquanto outras levarão mais tempo, e isso é perfeitamente normal.

Então, muita paciência, calma e respeito neste processo. Não saber escrever com a letra cursiva não significa que a criança não vá aprender (inclusive, uma coisa não tem nada a ver com a outra). Possibilite a ela vivências que auxiliarão futuramente, quando for o momento de traçar novas letras! 

Para um bom desenvolvimento e aprendizado da letra cursiva é importante que as crianças sigam os traçados ensinados pela professora. 

Ainda que na vida adulta não seja obrigatória a utilização da letra cursiva, é necessário que as crianças conheçam e aprendam todas as letras que lhe são apresentadas na fase escolar e no seu dia a dia em geral.

 

O aprendizado nunca acaba!

Mesmo depois que a criança aprende a letra cursiva, seu treino contínuo possibilita avanços na coordenação motora, porque a criança precisa se concentrar para realizar cada “tracinho”. Então, vale lembrar que toda fase tem seus aprendizados: antes, durante e depois da alfabetização. 

 

Abraços!

Professoras Léslie Vieira e Francislaine Marques

 

Léslie Aparecida Fortes Vieira
Pedagoga / Pós graduação em Psicopedagogia

Francislaine Aparecida Maciel Marques
Pedagoga/
Pós graduação em Educação Infantil

 

Oficina de Jogos

Você sabe que toda criança pode aprender brincando, não é?

A brincadeira é uma forma que a criança encontra para relacionar-se com as pessoas e com o mundo que está à sua volta. É brincando que ela vai refletir seu modo de agir, desenvolver sua criatividade, imaginação, autonomia, estabelecer relações sociais e construir conhecimentos.

Portanto, mergulhar no universo lúdico é fundamental no ensino-aprendizagem infantil, é compreender que o ato brincar, além de prazeroso, proporcionará experiências incríveis que contribuirá na formação de identidade da nossa criança.

E nesse caminho aprender brincando, nossos pequenos encontrarão o desafio de lidar com as regras, e consequentemente, lidar com as emoções e sentimentos. E como a criança estará preparada emocionalmente para controlar suas atitudes e emoções? Brincando!

Com os jogos de regras elas irão desenvolver o raciocínio lógico, levantar hipóteses para a solução de problemas, e claro, compartilhar a alegria do brincar. O saber esperar a vez, o ganhar, o perder, o respeitar e discordar de opiniões também fazem parte do processo.

E por acreditarmos na importância do lúdico, iremos realizar na próxima sexta-feira uma “Oficina de Jogos”, significativos, prazerosos e indispensáveis no processo de aprendizagem dos nossos alunos.

Professora Letícia Fagundes

Professora Letícia Fagundes

 

É mais uma Gincana C.C.C.

“É mais uma Gincana C.C.C.
Hoje é dia de extravasar
Mas tudo com regra, alegria e emoção
Irei defender a cor do coração
Mas se eu não ganhar
A tristeza não vai me pegar
Eu vou jogar meu corpo pra lá
E depois jogar minhas mãos para o ar
Dar um abraço apertado
Em quem está ao meu lado
E depois gritar …”

(Hino Oficial da Gincana)

Já nem sabemos mais que número é esta edição da nossa tão esperada Gincana C.C.C.!!! O que realmente sabemos é que a alegria vai contagiando todos os espaços do C.C.C. , perpassando pelos berçários, educação infantil, ensino fundamental, professores, funcionários e gestão.

A Gincana C.C.C. surgiu da lembrança de nosso tempo de criança, quando em outros formatos, participávamos de atividades culturais e recreativas em algum período do ano escolar. Assim, em nossa primeira oportunidade, resgatamos isso aqui no C.C.C.

Mas o que isso tem a ver com aprendizado?

De longe já ensinamos a trabalhar em equipe, o que é muito válido no mundo adulto. Além disto, lutar pelo objetivo desejado, formar alianças, respeitar o oponente, superação, são características deste grande movimento estudantil.

Mais profundamente, falando em “pedagogês”, desenvolvemos competências e habilidades em diversas disciplinas: educação física com as provas motoras em que não é preciso ter habilidade e sim, esforço. Artes quando o visual das equipes importa, quando a criatividade entre os alunos reina, a música fica inerente ao processo. Língua Portuguesa através das paródias musicais, do estabelecimento de textos instrucionais a partir das regras que os líderes formulam para sua equipe, da interpretação textual e das normas gramaticais que resultam em deliciosas provas como “Torta na cara” (quantas e quantas vezes o erro é proposital para que o doce momento seja lambuzado nos rostinhos mais lindos e vívidos!!!). Raciocínio lógico-matemático com as arrecadações, que além de serem solidárias, exercitam probabilidades, progressão aritmética, soma, divisão, multiplicação (e por aí vai…).

Enfim, nós Equipe C.C.C. passaremos dois intensos dias com nossos alunos (e ainda vai ter um “chorinho” depois) e vamos assim, alavancar o quarto bimestre deste ano.

Às famílias: vibrem, curtam as fotos, incentivem seus filhos! O resto? Deixem conosco!!!

Profª Me. Márcia Buzzato e Prof. Jeralty César Marcelino

Meu filho está fazendo birra. O que eu faço?

Quem convive com crianças entre dois anos e meio e quatro, sabe o quanto é difícil para elas compartilhar brinquedos, objetos e também o quanto estão imperativas em suas vontades em qualquer ambiente. Pode parecer, mas não se trata de uma atitude egoísta. Essa é uma característica do desenvolvimento infantil e acontece porque as crianças ainda não sabem coordenar seu ponto de vista com o do outro e estão construindo a ideia de propriedade, ou seja, precisam aprender a diferenciar o que é dela, o que é do outro e o que é de todos. Que existe a vontade dela e a vontade do outro.

Essa fase do desenvolvimento infantil é chamada de egocentrismo e se refere a um pensamento realista centrado no ponto de vista da criança. Ela não conhece outras perspectivas diferentes das suas e acredita que todo mundo percebe, sente e pensa da mesma maneira, ou seja, o mundo gira em torno dela.

Nesse sentido, pais e educadores assumem grande responsabilidade ao ajudar as crianças a superar a fase do egocentrismo com tranquilidade, mediando situações de conflito. Nas interações familiares as crianças têm a oportunidade de conhecer e vivenciar o amor e a compaixão. E esses sentimentos, aos poucos, substituem o ato egocêntrico. Já a escola, tem papel socializador e ajuda a criança a fazer essa mudança de forma sadia ao impregnar valores como a solidariedade e o respeito ao desejo do outro nas atividades propostas. Além disso, na escola aprende-se as regras do convívio social e isso ajudará a criança, entre outras coisas, a tornar-se capaz de dividir, ouvir o outro e a esperar a sua vez.

Psicólogos afirmam que nessa fase a criança não consegue perceber o outro. Também não mostra empatia em se colocar no lugar de outras pessoas. Não gosta de compartilhar atenção ou pertences e precisa sempre ter suas vontades satisfeitas. Além disso, não vê necessidade de explicar aquilo que diz ou faz, porque acredita que será sempre compreendida e tem dificuldade em lidar com frustrações porque não percebe nada além do seu próprio desejo e sentimento.
Para demonstrar sua insatisfação e ter suas vontades atendidas, as crianças podem fazer birra para chamar a atenção dos pais e professores, demonstrar certa agressividade e até mesmo atitudes melancólicas, se fazendo de vítima diante das situações de conflito.

Nessa fase, a criança se opõe a quase tudo e é justamente essa oposição que vai ajudar a construção da sua identidade, ou seja, a criança descobre quem ela é através do que ela não é. Ele é menino porque não é menina, ela é criança porque não é adulto. É dessa forma que as crianças se diferenciam das outras.

Ao achar que possui um objeto, ou melhor, “todos” os objetos, a criança confunde o “ter” com o “ser”, ou seja, ao disputar um brinquedo a criança busca assegurar a posse da sua própria personalidade. Nas situações de disputa, o desejo de propriedade conta mais que o objeto em si.

Nesse processo, é importante ser paciente e mostrar firmeza. Durante as situações de conflito, auxilie a criança ajudando-a a identificar diferentes perspectivas e olhar a situação por outros pontos de vista. Se for a disputa por um brinquedo, por exemplo, explique por que o outro não quer emprestar ou sugira que brinquem juntos. Se for um lanche, sugira que troquem um pouquinho para que ambos possam experimentar o que o outro trouxe. O objetivo é envolver as crianças na resolução do problema, para que futuramente ela possa fazer isso com independência. Ao promover essas interações permitimos que as crianças construam sua identidade e reconheçam seu jeito de ser.

Não tenham medo do choro ou da birra. Sejam firmes e expliquem que nem tudo pode ser como ela quer. Algumas situações ela escolherá como quer e em outras, o adulto decidirá com a autoridade de família ou de escola. Assim, a criança vai se entendendo no ambiente e vai crescendo saudável e segura.

Quando não se faz esta correção, quando se permite demais as vontades das crianças, a tendência é que ela se torne cada vez mais imperativa, aumente seus desejos ou que se torne insegura quando adolescente. Então, façamos nossos papeis. Fácil? Claro que não. Mas dá certo.
E olhem, se bem construído este processo, quando o egocentrismo voltar lá na adolescência, tudo será mais ameno.

Um grande abraço!

Profª Me. Márcia Buzzato
Diretora e Mãe
Out/2022

PodCasts com todos os nossos alunos

Muito falamos que esta geração de crianças e adolescentes tem pouca escuta e que são apenas digitais, o que traz vários prejuízos ao seu desenvolvimento.

Mas, saber disto não melhora a problemática. É preciso agir para resgatar o que sabemos ser importante na caminhada destes meninos e meninas.

E, pensando nisto, aliando a um tema escolar (Folclore), desenvolvemos PodCasts com todos os nossos alunos.

PodCasts são uma ferramenta da modernidade, que em linhas gerais, caracterizam se por um conteúdo de áudio, mas que lembram programas de rádio ou os saudosos discos e cds, porém, divulgados em redes sociais.

Atenção e seleção auditivas, linguagem oral evidenciada, estrutura das narrativas, produção textual, cultura popular foram os nossos objetivos com o lindo trabalho desenvolvido.

Trabalhamos com fábulas, contos de esperteza, contos populares e até lendas urbanas.

O resultado?

Ah, basta escutar um e depois deste, outro, mais outro, mais outro e … encantamento puro!

Ouça aqui:

https://colegiocriarecrescer.com.br/podcasts/


Professora Márcia Buzzato
Diretora do CCC
Mestre em Educação

Pai, filha e CCC

Com seus 3 aninhos, a pequena Júlia saiu do Rio de Janeiro e seguiu com seus pais para o interior do Pará. Sua mãe havia conseguido um emprego numa grande multinacional do ramo da mineração e foram morar na pequena e pacata cidade de Ourilândia do Norte.

Nunca ouviu falar? Pois é, eu não estava brincando quando usei as palavras “interior”, “Pará”, “pequena” e “pacata”. Vamos lá, “dê um Google”! Afinal, se está lendo esse texto você está na internet. Viu? Aposto que sua definição de “fim de mundo” foi atualizada. 

A vida era boa por lá. A empresa providenciou tudo: moradia, saneamento, transporte, estruturou a cidade e levou a franquia de um dos melhores colégios do Brasil para que os filhos de seus funcionários tivessem a melhor educação. Vou explicar melhor: a empresa construiu um colégio, com prédios, quadra, pátio, parque, tudo ao lado do condomínio que fez para as famílias. 

Passada essa etapa, era hora de voltar. Ocorre que depois de 3 anos, acostumamos a  viver em cidade pequena, sem trânsito, sem filas e sem tiros. O carioca é um sujeito que conhece o som dos tiros. Sério, sou capaz de escrever um outro artigo inteirinho só enunciando as diferenças entre barulhos de tiro de pistola, de fuzil, de fogos de artifício, de escapamento de moto, etc. Definitivamente não era isso que eu queria pra minha filha. Decidimos então ir para a cidade da avó da Júlia: Cachoeira Paulista, que não é tão pequena, mas possuía tudo aquilo que aprendemos a gostar.  

A cidade era perfeita. Só havia um problema: a menina havia recebido um ensino de primeira linha em nível nacional. Encontraríamos algo assim por lá?

Após muita visita e pesquisa, o CCC finalmente entrou em nossas vidas. A grade e o sistema de ensino eram muito semelhantes ao que ela possuía no antigo colégio. A adaptação foi imediata. Tia Aline, Tia Leslie, Tia Márcia, foram maravilhosas. Série após série, o colégio sempre manteve o nível. Eu tenho a impressão que o Criar e Crescer tem como metodologia o “não parar quieto”. Tem sempre alguma coisa acontecendo, e tudo fundamentado em ensinar e/ou construir alguma coisa. 

Gosto da maneira que nossos filhos são protagonistas. Eu virei o “Pai do Júlia”. Meu nome de batismo eu não lembro mais. Deve ser a idade. Meu relacionamento com a Júlia é maravilhoso. Eu jurava que conforme crescesse a criança ficaria insuportável. Pois a gente se curte, gostamos de estar juntos, de fazer coisas juntos e de não fazer nada juntos. Atualmente ela está no oitavo ano. O ensino fundamental está perto de terminar, e com ele, esse ciclo de nossas vidas. Eu sei que no futuro, quando lembrarmos dessa época, o CCC estará lá. E que doces lembranças nós teremos. 

Você, papai e mamãe de alunos do CCC. Parabéns pela sua escolha de colégio. Acertamos.

Autor: Pai da Júlia.
Profissão: Pai Júlia.
Hobby: Ser pai da Júlia.