Educação que conscientiza sempre. Educação que transforma!

Didática, insurgências políticas e ação

O formato escolar inscrito na lógica da modernidade oferece aos professores e professoras novos problemas que necessitam de novas abordagens e altas doses de dinamismo nos processos de ensino-aprendizagem, estes cada vez mais significativos para que respondam aos desafios da sociedade contemporânea. As promessas de igualdade e cidadania para todos frente a complexidade e pluralidade de questões e sujeitos envolvidos nos processos de ensino-aprendizagem requer da escola mais do que produtividade, avaliação e resultados. Para além do domínio do conteúdo e aquisição de habilidades básicas, busca-se hoje estratégias que superem o tecnicismo, pois entendemos que a didática é mais do um conjunto de procedimentos e técnicas. A técnica pura torna a escola um espaço homogêneo, o qual entendemos que a escola não faz parte. A escola é um espaço multicultural, que abriga e acolhe diversos saberes, histórias e atores sociais. 

A universalização da escolarização limita-nos a torná-la mais eficiente. É preciso reinventar a escola. E reinventar não é negar sua relevância. Reinventar exige de nós conhecer nossos processos históricos e romper vínculos com uma visão homogeneizadora e monocultural. É necessário questionamentos como: Que conhecimentos estamos privilegiando? Quais conteúdos continuamos a inviabilizar? Analisar o contexto político, social, econômico e cultural da nossa realidade nos trará novas perspectivas na construção de um caminho repleto de desafios. 

Neste caminhar notamos inúmeras dinâmicas de transformação da sociedade marcada por retrocessos, avanços, conquistas e perdas de direitos, intensificação das desigualdades, violências, discriminação e intolerância. Um contexto onde precisamos superar o cansaço e as vezes a desesperança. E a pergunta que fazemos é: como vencê-los? A resposta é única: promovendo o diálogo como fonte da humanização.

Mobilizar saberes e ações, desenvolver processos educacionais que confrontem a lógica do apagamento histórico que rompam com a homogeneização e favoreçam o protagonismo dos sujeitos sociais silenciados.

Nos últimos anos uma crescente preocupação com as questões étnico-raciais projeta-se no cenário nacional. Vem se discutindo a problemática das relações étnico-raciais e das diferenças culturais, produzindo inúmeras reflexões e pesquisas não somente no Brasil, mas também em toda a América latina. Tais mudanças ocorrem a partir do crescimento da própria conscientização política de grupos sociais, intensificando a confrontação de seus direitos e defesa de suas identidades. 

A partir de tais reflexões é possível considerarmos o desenvolvimento de políticas para a educação escolar. O amadurecimento dos movimentos sociais provocou a intensificação de debates a respeito da problemática étnico-racial e em respostas do Estado surgiram novas propostas de inclusão. 

A Lei 10.639 instituiu a obrigatoriedade do ensino de história africana e afro-brasileira nos currículos escolares, alterando a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional (LDB) desde o ano de 2003. Logo, a escassez de informação sobre a história africana e afro-brasileira acaba por promover o racismo em diferentes esferas e magnitudes. A inclusão da história africana e afro-brasileira no currículo mínimo torna-se fundamental para romper com o racismo presente na sociedade brasileira e representa um desafio para a própria disciplina de história, em gerar estratégias de superação do racismo, construindo projetos e iniciativas que atuem na diminuição das desigualdades raciais.

Ação mobilizadora

No dia 20 de novembro é celebrado o dia da Consciência Negra (data inclusa no calendário oficial nacional desde 2011). No Colégio resolvemos dedicar uma Semana da Consciência Negra, realizada entre os dias 15 e 19 de novembro de 2021. Esta ação pedagógica teve como objetivo tratar parcialmente a História africana e afro-brasileira para além dos conteúdos contemplados pelo currículo mínimo na disciplina de História. 

A proposta de atividade que guiou os estudantes do ensino fundamental 2 foi a elaboração de cartazes compostos de textos e imagens de pessoas negras que fossem grandes nomes da História mundial e que gerassem admiração por seus feitos. Políticos, cantores e cantoras, atores e atrizes, escritores e escritoras, filósofos e filósofas – do passado e da atualidade, que de alguma forma contribuíram com seus talentos e saberes na luta pela inserção do negro na sociedade diante aos desafios que lhes são impostos. 

A iniciativa debatida com os estudantes teve como ponto de partida gerar visibilidade e informação a partir da perspectiva do protagonismo de tais atores sociais, evidenciando suas histórias, lutas, invenções, publicações, teorias, arte etc. para que o dia da consciência negra não fosse apenas uma data de celebração, mas, principalmente, um momento de reflexão sobre o papel das pessoas negras na sociedade. 

Por Professora Carol Araújo
Disciplina de História
Fevereiro 2022

Oficinas de Redação: Um Olhar para o Futuro

Durante todo o ano de 2021 um projeto de produção textual, idealizado pelas professoras Márcia Buzzato e Elis Vital, foi desenvolvido com os alunos do Colégio Criar e Crescer. Desenvolver um projeto como esse em um período pandêmico foi um grande desafio, pois produzir uma redação a punho próprio sempre teve um valor inestimável e não queríamos que se perdesse ao longo dessa complicada fase.

O projeto consiste em se trabalhar os gêneros textuais e virtuais propostos pela apostila e expandi-los. Dessa forma, o aluno passa a ter contato não somente com gêneros jornalísticos – que é o foco do nosso material didático – mas também com gêneros literários, os quais nossa escola tradicionalmente preza para que sejam trabalhados.

Escrever é consequência de ler, não é à toa que pessoas que escrevem muito bem normalmente têm hábito de leitura. Sabendo que o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita ainda é um dos desafios da educação básica no Brasil e que nossos alunos passaram um ano e meio imersos no ambiente virtual, optamos por trabalhar com coletâneas de textos jornalísticos e literários os quais deveriam ser lidos e discutidos em sala de aula.

Durante o processo, além de chamar a atenção para aspectos importantes da produção textual, o projeto fomenta a postura ativa dos alunos, que têm autonomia na escrita de seus próprios textos e no desenvolvimento de suas ideias particulares, sua própria visão do mundo.

A interação das turmas com a variedade de gêneros textuais parte da análise de temas diversos e atuais de modo a desenvolver habilidades orais e sistematizar o processo de escrita. Além disso, a professora acompanhou de perto a produção e conduziu debates que visam ampliar o repertório do grupo e inserir textos que apresentam informações diversas sobre a temática abordada. Posteriormente ao momento de produção, o professor analisa as produções e, na sequência, orienta os alunos para a reescrita, com o intuito de aprimorar o texto e consequentemente a aprendizagem.

Somente no segundo semestre, com a proposta de oficinas semanais, foram produzidos onze textos pelo 6° ano, onze textos e um vídeo pelo 7° ano, doze textos pelo 8° ano e onze textos pelo 9° ano, sendo que no nono ano trabalhou-se durante todo o quarto bimestre com as propostas dos vestibulinhos almejados pelos alunos.

É importante ressaltar que, além das oficinas semanais de redação, os alunos também têm aulas de Produção e Leitura de Texto com os professores Marcelo e Josi, nas quais trabalham exclusivamente os gêneros textuais propostos pelo material didático. Sendo assim, além dos textos produzidos no projeto, os alunos também tiveram as propostas das aulas de PLDET reforçando o nosso papel em criar uma geração de novos leitores que tenham domínio sobre a modalidade escrita e sobre os contextos de comunicação exigidos pelo meio social.

O filósofo e matemático Pitágoras costumava dizer que “as palavras são suspiros da alma” e nosso projeto conseguiu desenvolver ainda mais as habilidades de escrita dos nossos alunos para que eles pudessem externar sempre aquilo que está em suas almas. A única forma de aprender a escrever de fato, é escrevendo, portanto as oficinas de redação são importantes para a formação acadêmica, sim, mas principalmente para a formação humana uma vez que sem a escrita não há história e sem história não há legado.

Elis Vital Batista é natural de Cachoeira Paulista, tem 27 anos e é formada em Letras – Português/ Inglês pela Universidade de Taubaté. Amante de literatura e apaixonada por Língua Portuguesa, atualmente leciona no colégio Criar e Crescer.

Educação Infantil: Uma escola para a infância

A primeira infância é uma fase muito importante, pois é a base para o desenvolvimento do indivíduo como um todo. A curiosidade é nata nas crianças, o que faz com que elas constantemente busquem respostas. À medida que desenvolvem as competências linguísticas, começam a se expressar de outras formas. E, nesse momento, as competências físicas, emocionais e sociais se integram, propiciando o desenvolvimento cognitivo.

Onde e como a criança pode construir e interiorizar regras, saber compartilhar, aprender a lidar com as frustrações, conquistar autonomia, ser autoconfiante, desenvolver a coordenação motora e ser protagonista da sua história?

Na Educação Infantil, pois ela pode proporcionar tudo isso e muito mais. Por isso, o espaço escolar deve oferecer condições, meios e oportunidades para que a criança utilize seus conhecimentos prévios e construa novas aprendizagens. A criança aprende através de desafios em um ambiente atrativo e organizado. Ao ser desafiada, ela adquire novas formas de pensar, provocando a imaginação, o desenvolvimento da sensibilidade e a construção do conhecimento. O convívio com outras pessoas é outro aspecto fundamental, pois proporcionará a aprendizagem da diversidade, bem como o aprendizado de regras sociais e de convivência.

A parceria entre escola e família é o que vai consagrar todo o trabalho realizado na Educação Infantil, sendo que o respeito e a confiança são as bases que garantirão o sucesso dele.

Falando em Educação Infantil, o nosso trabalho com os alunos do Nível II, está organizado por Projetos que possibilitam um tratamento diferenciado dos conteúdos de aprendizagem, seguindo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), possibilitando que a criança construa conhecimentos significativos. Nesse sentido, os desafios propostos promovem a construção de competências e habilidades, organizadas de forma que possam interagir como sujeitos ativos e criativos. São eles: Projeto Letramento Infantil, Raciocínio Lógico-Matemático, Contos, Psicomotricidade e o Projeto “Meu Supermercado” (exclusivo do CCC desde a época da sede antiga, que auxilia muito o desenvolvimento da leitura, escrita, empreendedorismo, matemática e cidadania). 

É uma alegria quando os nossos alunos utilizam o caderno formalmente pela primeira vez no Nível II, compreendendo o uso dessa ferramenta tão essencial para a aprendizagem, desde a sucessão das folhas, a frente e o verso, passando pelo espaço da linha e a escrita da esquerda para a direita, até a importância desta forma de registro. A utilização do caderno desenvolve nas crianças habilidades de criar e poder modificar, que serão base para toda a sua vida. Fazemos questão de mostrar aos pequenos o nosso primeiro caderno, denotando os laços afetivos que podemos criar através deste material.

 Além disto, o material semestral do POSITIVO, que além dos livros riquíssimos em conteúdos e vivências, possui uma plataforma digital interativa para toda a família, traz o ensino de maneira inovadora e muito significativa. Ver os meus alunos descobrindo, aprendendo e se desenvolvendo emocionalmente é muito gratificante, uma alegria e satisfação de saber que estou contribuindo de alguma forma na formação de seres humanos melhores. 

E a nossa tão esperada formatura do Nível II? A formatura, particularmente, carrega em si um significado muito especial: marca a passagem da criança para um novo ciclo de escolaridade. E esta conquista sempre é celebrada com muita alegria devido à sua importância. Vestindo formalmente a beca pela primeira vez, nossos alunos arrasam nas homenagens, discursos, apresentações, juramento, resultando em uma noite linda, especial e marcante para todos!

Desde pequena, admirava as minhas professoras, inclusive uma delas é muito especial para mim. Tenho o prazer de dividir os meus dias, partilhar experiências e conhecimentos com ela, a tia Mariléia, professora que me alfabetizou.

Sempre gostei de estudar e até dava aulas para as minhas bonecas. Logo cresci e fui cursar o Magistério, me formei e no ano seguinte fui cursar Pedagogia. Mas não sabia que logo encontraria um lugar que faria com que realizasse parte do meu sonho: fui fazer estágio no Colégio Criar e Crescer, no berçário, onde aprendi muito com a nossa querida Diretora e amiga Márcia. Terminando o estágio, permaneci no colégio como auxiliar de Educação Infantil e após dois anos assumi a sala do Nível II, onde leciono até hoje, completando 15 anos de muito amor!

 Em 2013 assumi as aulas de Língua Portuguesa e PLde T (Produção e Leitura de Textos) das séries iniciais do Ensino Fundamental (4º e 5º anos). Há dois anos fiz minha primeira pós-graduação em Psicopedagogia, que vem auxiliando a minha trajetória e atuação profissional. E desde então venho trilhando a minha história profissional fazendo parte desta família há 17 anos, a FAMÍLIA CCC, a qual me recebeu com muito amor e que tenho orgulho em fazer parte!

Para nós do CCC, educar é a arte de promover encontros: do homem com seu semelhante, da cultura com suas raízes, da arte com a vida, promover o entendimento do mundo e compreender melhor a vida. Despertar a curiosidade e criar a paixão pelo saber.                            

Forte abraço!

Professora Léslie Vieira

 

 

 

E foi mais uma Gincana C.C.C. …

E foi mais uma Gincana C.C.C…. Será?

Depois de um ano em que fomos separados dos nossos alunos, em que muito ensinamos, interagimos de forma tão diferente, com angústias mil criadas, obstáculos a serem superados, pudemos nos reunir e fazer “A GINCANA C.C.C.” Não! Não foi mais uma Gincana, com bem lindamente nosso hino exalta, foi “a Gincana”!!!

Essa atividade aqui no Colégio Criar e Crescer data de mais de vinte anos, quando fizemos a primeira edição de jogos, atividades recreativas e culturais, incentivando a formação de equipes, da colaboração e da competição saudável, próximo à semana da criança, durando três dias e desde sempre com o intuito de arrecadação solidária, afinal, juntos podemos fazer a diferença na comunidade local.

Desde a primeira edição, alguns de nós professores estivemos e estamos neste momento, que aos poucos, pela eloquência, pelo pertencimento e pela importância que demos, foi ficando nos corações dos alunos, sendo um dos eventos mais esperados de cada ano.

Três dias em que habilidades são mostradas fora da sala de aula, convivência exaltada, amizade e companheirismo entre as salas. Dança, música, conhecimento de mundo, vivências, esportes, jogos de habilidade e recreativos, criatividade: nossos alunos sempre deram show. 

Amparando tudo isto, os pais e familiares se envolvem, ajudam seus filhos a se organizarem, cedem suas casas para ser o local de ensaios, improvisam fantasias, movimentam os familiares para arrecadação. Irmãos e primos próximos em equipes separadas? Nunca!!! Motivos óbvios, não é?

E esse evento tão aclamado, tão comemorado e intenso foi um desafio para nós do C.C.C. no ano de 2021, pois tivemos receio de não conseguirmos contagiar, dos cuidados sanitários não serem seguidos, enfim, reflexos que a pandemia trouxe para as nossas vidas.

Mas, com fé nas crianças, planejamento com os professores, apoio imenso dos pais, resolvemos fazer. Adaptações necessárias, claro, mas na certeza de que a convivência social nesses três dias, o colégio como local de encontro e aclamação das relações sociais entre alunos, professores, seria muito válido. 

Ver o pátio cheio de alunos, todos de máscaras e não porque estavam fantasiados, mas pela obediência à todas as regras sanitárias, fazendo a vida acontecer, foi uma emoção inexplicável. Quem viu, sentiu!

E foi contagiante do primeiro ao último dia, quando o nono ano se despediu da Gincana e emocionou a todos os demais alunos.

E esta emoção perene também se deve à necessidade de estarmos seguindo a vida, com um pouco de normalidade diante do “novo normal”. 

E assim será: comemoraremos a vida, desenvolveremos nossas melhores potencialidades. Marcaremos vidas e seremos marcados. Vejam pois, a foto abaixo: gerações diferentes, pertencimento e vibração iguais. Momentos assim fortalecem o princípio de uma educação que liberta, constrói e reafirmam que o C.C.C. é mesmo um lugar de muita paixão.

Equipe C.C.C.

27 anos do CCC

São 27 anos de história. Isso significa que nossos primeiros alunos do Ensino Infantil já estão na casa dos 30! Significa também que já passamos por tanta coisa, que podemos nos considerar um adulto maduro, que sabe exatamente o que fazer. Entre alegrias, desafios, dificuldades e comemorações, vivemos e aprendemos muito. 

Não estamos falando de um prédio de quase 30 anos, até porque nossa sede já foi em outro lugar. O Criar e Crescer é “orgânico” desde seu início. Quando estamos juntos não dá pra distinguir onde começa a equipe CCC e a sua família. Todo esse organismo trabalha para a formação e a educação de cada aluno. Começa na matrícula e segue para o resto de nossas vidas. O fruto desse lindo trabalho permanece nos alunos mais antigos. Aqueles mesmos que já passaram dos 30, terminaram faculdades, formaram famílias, etc. 

Abaixo um pouquinho dessa história em imagens. 

Você também tem sua história com o CCC? Envie imagens com data, nome do evento ou alguma informação sobre a ocasião em que foi tirada.

Antiga sede e antiga secretaria.

Antiga sede na Rua Barbosa Ferraz.
Com a mudança para a Sete de Setembro, a secretaria ficou na São Sebastião.

Desfile Sete de Setembro

Festa Junina

Aula de Música

Formaturas

Festa das Mães

Arte e Cultura

Projetos Interdisciplinares

Participação no Proerd

Professores queridos!

Educação Infantil

O que é ser índio? O que você sabe sobre a história indígena?

Tendo em vista nossa exposição Naurú, a professora Carol, da disciplina de História conta nos um pouco sobre os indígenas no Brasil.

Muito do que ouvimos a respeito dessas indagações são respostas carregadas de estereótipos e impregnadas de juízo de valor que distorcem os seus significados.

Em grande medida a falta de conhecimento no assunto geram discriminações e ajudam a perpetuar ideias falsas e discursos de ódio contra os indígenas. Junto a isso, ideias de que os índios são povos que vivem nus no interior da floresta ou de que estão desaparecendo são reproduzidas pelo senso comum, gerando um ciclo de interpretações equivocadas que somente são superadas através da informação, da escuta, do debate e da compreensão da realidade que nos cerca.

De acordo com o último censo realizado pelo IBGE no ano de 2010, existem cerca de 305 etnias e 247 idiomas étnicos falados no país, além dos grupos indígenas nunca terem desaparecido, esses números ainda crescem, o que torna mais instigante pensar que com toda essa diversidade por que será que os índios estiveram negligenciados por tanto tempo?

Até o século XIX os indígenas foram considerados selvagens, não-humanos, a quem os colonizadores possuíam o dever de civilizá-los e incorporá-los a sociedade envolvente, negando seus saberes e costumes e, praticamente, demonizando aspectos de suas culturas.

Os livros antigos de história estão repletos de uma narrativa que reproduzem o olhar do colonizador, seus valores e pontos de vista. Essa perspectiva histórica é carregada de uma visão eurocêntrica, ou seja, aquela que privilegia o lugar dos europeus na história, suas aspirações, feitos e formas de ver o mundo.

A aprovação da Lei nº 11.645 de 2008 que tornou obrigatório o estudo da história indígena nas escolas públicas e particulares do ensino fundamental e médio representou um grande avanço ao estimular os debates sobre as questões indígenas nas escolas. Isso ajuda a entender as diferenças e os diversos caminhos que trilham os agentes históricos, estimulando a empatia, a alteridade, de um olhar para outro e para si mesmo, incentivando os educandos a lidarem com respeito na convivência e a pensar a sociedade que queremos para o futuro. Trabalhar a História Indígena em sala de aula é retirar os indígenas dos bastidores e dar à eles um lugar de relevância na História do Brasil.

A implementação desta lei gerou inúmeras questões em torno de sua aplicabilidade, exigindo adequação curricular, reformulações pedagógicas e professores capazes de se reinventarem, a fim de minimizar os resquícios de um passado que invisibilizou os povos indígenas.

Falar sobre a questão indígena na escola é gerar mudanças necessárias para a construção de uma sociedade mais democrática onde seus direitos sejam garantidos e o reconhecimento e valorização da cultura sejam  respeitados nas diferenças.

Por fim, considerarmos que a questão indígena e suas diversas abordagens sejam elementos capazes de aproximar o educando do saber histórico em um ambiente atrativo onde se possa desenvolver o pensamento crítico e sua autonomia intelectual.

Professora Carolina Araújo

Imagem de capa foi editada a partir da foto de Jéferson Mota, Secom – Governo de Rondônia (http://www.rondonia.ro.gov.br/rondonia-trabalha-para-a-realizacao-dos-jogos-aberto-da-comunidade-indigena/)

Concurso de Redação: Cultura Caipira para além do preconceito

Trabalhar com incentivos à produção de textos e com a eficiência da leitura, têm sido um dos objetivos mais fortes da professora Elis, responsável pela Oficina de Redação do C.C.C.

Comemorando o dia de Monteiro Lobato, lançamos dois concursos para nossos alunos: Concurso Colagens do Picapau Amarelo para o Infantil e Fundamental 1, no qual produziram desenhos maravilhosos a partir de colagens dos personagens do Sítio e Concurso de Redação para o Fundamental 2.

Após discutirem um trecho do livro Urupês, de Monteiro Lobato, refletindo sobre a representação do caipira e do trabalhador rural , discutiu-se os estereótipos da época e como até hoje a cultura caipira é impactada pela obra de Lobato.

A proposta aos alunos foi de elaborar um texto, explanando sobre o lado positivo da cultura caipira e interiorana, sendo que dividiu-se em duas categorias: Nível 1 – alunos de sexto e sétimo anos e Nível 2 – alunos de oitavo e nono anos.

Professora Elis, Jeca Tatu, Monteiro Lobato e livro Urupês

Concomitantemente a este trabalho, o professor Jeralty, educador físico e músico, trabalhou com os alunos a viola caipira, compositores e cantores de música caipira , propondo muita música, sensibilidade e cultura. Foram momentos incríveis como o vivenciado abaixo:

Professor Jeralty

Textos lindos foram escritos e julgados por duas professoras incríveis Sônia Gonçalves- pedagoga, arte educadora e psicopedagoga e Michele Martins – professora licenciada em Letras. As vencedoras do concurso foram as alunas: Maria Laura Ribeiro da Silva Barbosa, 6º ano  e Lara Isabelle Sapuci, 9º ano.

O texto da Maria Laura fala da simplicidade como modo de vida, uma narrativa fictícia, mas com a singeleza da valorização do homem que realmente vive no campo. Já o texto da Lara é provocativo de uma reflexão ao termo caipira, cultura de um povo que vive no interior, assim como nós.  Ambos trazem à luz, reflexões sobre sociedade, o que muito precisamos, pois é conhecendo que se preserva ou transforma.

Abaixo estão os textos vencedores

Uma história caipira

Maria Laura Ribeiro da Silva Barbosa

Em um belo sertão morava um homem chamado Francisco, mais conhecido como Chico, um caipira com pouco conhecimento escolar, que fez os primeiros anos da escola apenas, pois no sertão não há muitas chances de escolaridade.

Chico fala com sotaque caipira e seu maior conhecimento é da vivência na roça, de suas tradições e seus costumes, o que não o torna menos que nenhum homem letrado.

Às vezes Chico vai para a cidade, mesmo não gostando muito, pois é acostumado no sertão, onde não há muita gente e de vez em quando, principalmente aos fins de semana, tem festa caipira, com culinárias, músicas e muita moda de viola.

Alguns acham que a cultura caipira é não ter conhecimento, mas agora o próprio Chico vai explicar o que ela é de verdade:

“Oi pessoar, vim aqui ixpricá pr’oces o que é cultura caipira. É uma cultura que tem muita tradição que passa di pai para fio. Mais oceis acha que ser caipira é só que mora no sertão e que não sabi das coisa. Ta errado porque eu tenho meu jeito de falar, todo mundo daqui tem seu lado caipira e não é porque mora na cidade que é mió. Cada um é do jeito que é.

Chico até quis aprender um pouco mais da escola, mas teria que sair do sertão, que não tem recursos para melhorar o aprendizado. Porém, cresceu e viu que não precisou sair do sertão, sua terra amada, onde tem seus amigos, sua família. Sua cultura e seu espaço o fazem ser o homem que é, no Brasil grande e diverso.

Maria Laura Ribeiro da Silva Barbosa

Cultura caipira para além do preconceito 

Lara Isabelli Sapuci

O próprio povo brasileiro tem uma visão equivocada do caipira. Sabemos que no Brasil, temos diferentes culturas e costumes, devido às influências que recebemos no passado de outros países. Cada região, desse modo, pode ter tendência de se achar superior ou inferior que outra, sendo que isso existe até mesmo dentro do próprio estado ou região, criticando modos, costumes e fala.

Nossas características únicas formam aquilo que nos enriquece, juntamente com outras características do Brasil. Porém, até nos dias atuais, a imagem do caipira ainda é a mesma descrita nos livros do Monteiro Lobato em Jeca Tatu:  pessoas preguiçosas e grosseiras.

No dicionário online, caipira é descrito como “que tem hábito e modos rudes devido ao pouco acesso ou convívio social”. Sendo definido o significado de uma de uma gíria popular, então vemos que há um preconceito culturalmente instalado. Mas, se pensarmos bem sobre isso, a imagem do caipira que existia é apenas uma lembrança, pois, por exemplo, hoje há acessibilidade maior à tecnologia para cada vez mais destas pessoas, o que não muda costumes como comidas e festas, que ainda são presentes na cultura nacional e local.

As  contradições e essa visão equivocada do caipira podem ser chamadas de hipocrisia, pois ao mesmo tempo que há orgulho das características culturais do lugar, também há julgamentos de pessoas deste espaço como incapazes, se comparados com aqueles que vivem no polo mais evoluído economicamente de uma região.

Somos parte de um todo, uma rica e diversa cultura, com cada região tendo suas comidas, festas, sotaques.  Acredito que a principal diferença entre a visão preconceituosa e a realidade caipira é: algo atrasado e preguiçoso no trabalho (preconceito) e não a simplicidade e os fortes costumes locais, não envolvendo o nível de capacidade intelectual ou da educação recebida. Somos tradicionais em algumas coisas, apenas diferentes em relação às pessoas de capitais ou de polos econômicos do país.

Lara Isabelli Sapuci

Monteiro Lobato, Emilias e o CCC: uma história a ser contada

Monteiro Lobato foi um importante autor da literatura brasileira e além de toda a obra, criou o inesquecível Sítio do Picapau Amarelo.

Quantos adultos cresceram vendo e ouvindo as histórias da boneca de pano Emília, da menina do nariz arrebitado que gostava de jabuticaba, do caçador (de sonhos) Pedrinho, dos bolinhos de chuva da Tia Nastácia e da famosa Cuca lindona?

Uma memória a ser perpetuada. Um estímulo à fantasia infantil a ser construído com nossos alunos enquanto crianças e a ser lembrado depois de adulto, que revisita a obra e pode ver outras nuances na narrativa do autor e, novamente, se encantar.

Aqui no CCC sempre fazemos um trabalho com o Sítio do Picapau amarelo com nossos alunos e professores. Teatros, musicais, oficinas de histórias, criação de personagens, enfim, a cada ano uma nova emoção diante das atemporais histórias do Sítio do Picapau amarelo (e é assim mesmo que se escreve: “Picapau” – tudo junto!).

Quantas revelações e metanoias brotaram positivamente ao representar os personagens!!! E sempre de uma maneira muito positiva.

Recordo-me de uma aluna que fez Emília. No dia de se apresentar, sem nenhum roteiro combinado, já se despedindo do CCC, pois estava no 9º ano, a menina fantasiada de Emília, sentou-se no chão do palco e relatou a sua experiência em viver a personagem. Era muito tímida e ao se ver “boneca falante”, expressava emoções que não lhe eram fáceis no dia a dia. Além disto, contou como a oportunidade a fez encantar-se pela literatura e como isso a auxiliava em sua construção de estudante.

Não houve quem não se emocionasse com o relato. Nós professores, jamais esperávamos esse discurso e nem imaginávamos a profundidade do nosso trabalho. Alunos se inspiraram e pais se encantaram.

Hoje essa aluna é moça e trilha seu caminho na universidade. Viva Emília! Viva o Sítio do Picapau Amarelo! Viva o CCC, lugar realmente de Criar e Crescer.

Neste ano, tão conturbado ainda, não deixaremos de inovar. Gostamos do que fazemos e fazemos o que acreditamos.

Assim, elaboramos o concurso de desenho “Colagens do Picapau Amarelo”, o qual explicaremos no roteiro adiante.

Por ora, despedimo-nos com a sabedoria da nossa personagem Emília, em uma de suas falas ao sabugo de milho Visconde de Sabugosa:

“A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem para de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais […]. A vida da gente neste mundo, senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisca é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim, pisca pela última vez e morre.

– E depois que morre?, perguntou o Visconde.

– Depois que morre vira hipótese. É ou não é?”

Um grande abraço.

Professora Márcia M. de Castro Buzzato

Professora Márcia M. de Castro Buzzato
Fonoaudióloga, Pedagoga, Mestre em Educação pela Unitau e apaixonada por Monteiro Lobato.

Projeto loja de brinquedos

APRENDENDO ATRAVÉS DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Falar da Educação infantil é colocar a criança como centralidade, garantindo não só o cuidado, mas também proporcionando experiências lúdicas, interativas e construtivas. Portanto, conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as interações e brincadeiras são meios privilegiados de aprendizagem, fontes inesgotáveis para o desenvolvimento integral da criança.

Assim, acreditamos que o ato “brincar” deve fazer parte não somente do universo infantil, mas também na prática docente do professor, encontrando equilíbrio entre o ensinar e o aprender, pois, é nas situações de brincadeiras que eles têm a oportunidade de desenvolver diversas habilidades que serão fundamentais para as próximas etapas da vida escolar.

E por acreditarmos na importância do lúdico, surgiu a ideia do Projeto loja de brinquedos, que é um projeto exclusivo do Nível I, que tem como objetivos a interação com o outro, o saber esperar a vez, a ampliação do conhecimento de mundo, a construção de hipóteses sobre a escrita e reconhecimento de números, podendo sim ser inserido como uma ferramenta de aprendizagem.

A aula inicia-se lembrando o nome do dia da semana, a tão esperada sexta-feira. Depois, de maneira coletiva destacamos as letras iniciais de “loja” e “brinquedos”, fazendo também a entrega das carteirinhas com valor de R$ 2,00 (duas notinhas de um real – moeda escolhida para ser usada). Em seguida, ocorre a abertura da porta da loja encenando com uma chave e convidando-os para entrar e conhecer os brinquedos e seus preços. Logo após, é realizado o sorteio, momento de descontração e divertimento, o escolhido tira uma ficha de dentro do saquinho em que estão todas as fichas dos nomes, e o aluno sorteado tem a oportunidade de comprar um brinquedo de acordo com a quantidade de notinhas que ele possui na carteira, lembrando que eles começam com duas e esse valor aumenta conforme uma atividade realizada com capricho, empenho, comportamentos empáticos com os colegas. Assim que o aluno compra o brinquedo, questiona-se à toda sala o preço do mesmo, quantas notinhas irão ser usadas pra pagar, realizamos a contagem, destacamos a letra inicial e finalizamos o momento com uma atividade de registro, seja letramento, ou de raciocínio lógico matemático. E o aluno sorteado pode brincar com o brinquedo durante o fim de semana, sendo responsável pelo mesmo, adotando as práticas de cuidado e devolvendo na segunda-feira.

PROF. LETÍCIA FAGUNDES
Graduação em Pedagogia – Unifatea
Pós-Graduação em Educação Infantil – Unimes

Meninas pesquisadoras, mulheres Cientistas.

Muito além de representatividade e igualdade as mulheres tem buscado conhecimento cientifico e validação de suas descobertas durante muitos anos.

A história da educação feminina no Brasil se deu sobre um cenário de exclusão, pois apenas em 1879 o governo imperial permitiu a entrada de mulheres nos cursos superiores, ainda sim somente com a aprovação do marido. 

A falta de diversidade de gênero nas áreas da ciência é uma questão preocupante e dados apontam que apenas cerca de 30 por cento de todas as estudantes do sexo feminino selecionam campos relacionados às Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (CTEM) no ensino superior, como mostram os números da UNESCO relativos a 2014 – 2016. 

Preconceitos e estereótipos continuam a afastar as meninas e mulheres destas áreas e para que esse cenário comece a mudar após uma iniciativa da UNESCO e da ONU foi criado O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado em 11 de fevereiro desde o ano de 2015, que busca exaltar os feitos das profissionais da área e inspirar as novas gerações a participar de carreiras ligadas à ciência. 

Muito além de apenas enaltecer a presença feminina na ciência, a data ressalta que a participação da mulher neste âmbito, além de promissora, é cada vez mais necessária.  

Várias universidades federais brasileiras e instituições de ensino tem se dedicado a abrir espaço para que meninas possam ingressar nesse universo e para mostrar a elas que a ciência pode ser feita por todas, basta gostar do assunto e se dedicar muito.

A participação feminina na ciência traz soluções diferentes para os estudos, uma vez que as mulheres encontram soluções inovadoras para problemas que homens muita das vezes nem conseguiriam identificar.

O Projeto ‘Meninas na Ciência – UFRJ’ é um exemplo, ele nasceu em meados de 2018 e tem como objetivo de incentivar meninas que ainda estão em idade escolar a conhecer várias áreas científicas, motivando-as a acreditarem que mulheres podem ocupar todos os espaços na sociedade e dar visibilidade para as mulheres cientistas, quebrando estereótipos e estimulando a reflexão sobre a desigualdade de gênero.

Inspirações femininas na Ciência

Com a nossa vida moderna e cheia de facilidades não paramos para pensar quem inventou tal objeto, ou quem criou tal sistema ou até mesmo quem pensou e elaborou tal funcionalidade.

Temos exemplos diversos no passado e na atualidade de mulheres cientistas que inovaram e fizeram descobertas que tem impacto direto em nosso dia a dia.

***Marie Curie é um dos nomes de cientistas mulheres mais lembrado, ela fez tantas descobertas sobre a radiação que o próprio termo “radioatividade” foi cunhado por ela, além de descobrir dois novos elementos da tabela periódica: o polônio e o rádio.

***Nettie Stevens descobriu que são os cromossomos X e Y que determinam o sexo de um bebê na hora da concepção, e não a temperatura do ambiente, a alimentação da mãe ou outros fatores externos como se acreditou por muito tempo.

***Mary Anderson se incomodou com a neve caindo no seu para-brisa e, assim que chegou à sua casa, na cidade de Birmingham, no Alabama, começou os esboços de sua invenção até conseguir uma patente. Mesmo com tantas negativas ela chegou a ver a sua invenção em praticamente todos os carros dos Estados Unidos, sem receber um centavo por isso. 

***Marion Donovan depois de se incomodar com a quantidade de fraldas de seus bebês que precisava lavar inventou a fralda descartável. Inicialmente, a invenção de Donovan era uma capa de fralda à prova d’água que ela criou usando uma cortina de chuveiro, somente depois desenvolvendo a fralda de papel descartável.

***Shirley Jackson realizou uma pesquisa que originou algumas grandes invenções da tecnologia: fax portátil telefone de toque, painéis solares, cabos de fibra óptica e alguns dos dispositivos por trás da chamada em espera e do identificador.

A nossa transmissão de internet em alta velocidade através de cabos de fibra ótica se iniciou com a invenção de Shirley.

***Florence Parpart desenvolveu a tecnologia das geladeiras elétricas e foi também a responsável por criar uma das máquinas de limpeza de rua mais eficientes daquela época.

***Quase ninguém gosta de tomar injeção! Porém, você consegue imaginar como era a aplicação desses remédios antes da invenção da seringa? Em 1899, Letitia Geer inventou a seringa que pode ser aplicada com apenas uma mão, que é utilizada até os dias atuais, e como são, não é mesmo?!

Estas são apenas alguns exemplos de mulheres nas ciências, poderíamos ficar aqui citando tantas outras cientistas, economistas, astronautas, professoras.

Em nosso colégio temos a nossa professora Márcia que é Mestre em Educação pela Universidade de Taubaté, e em sua trajetória de estudos já teve vários artigos publicados em revistas cientificas.

O amor pela ciência pode acontecer dentro de você menina, é muito importante que você descubra que todas nós somos capazes de fazer grandes descobertas e revolucionar a sociedade em que vivemos.

Com muito estudo, esforço e dedicação você também pode fazer ciência!!!!

Maíra Camargo da Silva

  • Professora Formada em Pedagogia pela Faculdade Anhanguera
  • Pós graduada  pela Universidade Metropolitana de Santos em Psicopedagogia
  • Pós Graduada pela Universidade Metropolitana de Santos em Coordenador Pedagógico e a Prática Educativa.