Ensinar e aprender no tempo da pandemia

Prof.  Me. Márcia Maria de Castro Buzzato

Prof.  Me. Márcia de Castro Buzzato

⠀⠀⠀⠀E lá vamos nós para mais uma semana em meio a um desafio jamais imaginado por qualquer um de nós, seres viventes desta época: a pandemia ocasionada por um vírus que desafia a ciência, abala estruturalmente a economia mundial, altera a sociedade e desestrutura nossa emoção.

⠀⠀⠀⠀ Assim tem sido esses dias. Todo mundo sofrendo de alguma privação, alguns muito mais, outros menos. Mas hoje, escolhemos falar do desafio de ensinar e aprender não “em” tempos “de” pandemia, pois jamais alguém escreveu, dissertou sobre como desenvolver a educação formal nas condições em que estamos vivendo hoje, maio de 2020, mas “no” tempo “desta” pandemia.

⠀⠀⠀⠀ Obviamente que sabemos que muito se escreveu sobre a educação nos períodos de guerra, nas grandes crises mundiais, mas nos referimos a esta, a do Coronavírus, na qual de um dia para outro, literalmente, nos vimos diante de um dos maiores desafios de nossa vida de professor da educação básica: ensinar à distância.

⠀⠀⠀⠀ Como diz um professor que admiramos e que se embasa nos princípios pedagógicos mais coerentes que conhecemos: “ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade”. Pois bem! Ninguém se sente seguro neste momento. Temos muita certeza da importância da presença para que os processos de ensinar e aprender possam ocorrer. Dos medos que nos assolam, a angústia de não reconhecermos os olhares de dúvidas, de usar a tecnologia, de não trabalhar sinestesicamente o que nossos alunos precisam, são pontos altos vivenciados por milhares de colegas neste momento.

⠀⠀⠀⠀ Mas, acreditamos que a docência requer competência e generosidade. Há pouco tempo estudamos bons professores e constatamos que para assim o sermos, são necessários três pilares muito integrados: conhecimento profissional, prática profissional e engajamento. E, em uma situação totalmente adversa ao tempo em que o estudo foi desenvolvido, reforçamos o quão importante e real, estas três dimensões da ação docente têm sido e precisam ser conhecidas por quem, neste momento, é desafiado e avaliado por uma sociedade inteira!

⠀⠀⠀⠀ E por falar em sociedade nos analisando, pessoalmente não acreditamos que sairemos mais valorizados. Dedos se apontam de todas as maneiras e também não nos cabem julgamentos sobre isto, pois o tempo de incertezas e medos mexe com a percepção de todos. Por isso precisamos exercitar a generosidade, não somente para com os nossos alunos, mas para compreendermos que é preciso conhecimento de nossa profissão, de nossa prática e de nos engajarmos para que possamos fazer o melhor dentro do possível. Desta forma, sairemos disto mais valorosos.

⠀⠀⠀⠀ Sim, valorosos! Com conhecimento profissional, prática e engajamento, estamos nos reinventando e compreendendo que o ensino precisa mais do que nunca transcender as disciplinas. É necessário ser para além de interdisciplinar, tem que ser transdisciplinar, tem que envolver a afetividade como nunca, pois somente ela pode romper um pouco a barreira das telas dos celulares, computadores.

⠀⠀⠀⠀ Assim, compreendemos que pais e famílias não devem ser os professores. A docência é uma ciência e que não se aprende intuitivamente. Há longos caminhos para entender os complexos processos didáticos, psicológicos, filosóficos, sociais envolvidos em ensinar. É muito mais que conteúdo!

⠀⠀⠀⠀ Entendemos e estamos lutando por isso e também para que as famílias sejam nossas parceiras. A velha e boa parceria entre escola e família, agora de uma maneira inusitada. E elas também lutam da forma como podem e conseguem neste momento, não temos dúvidas disto.

⠀⠀⠀⠀ Contudo, ousamos dizer que nada é novo para a complexa função docente e sim, o momento é inédito, assustador. Poderíamos discorrer sobre autores que fazem a ciência do ensino acontecer por linhas intermináveis abaixo e, todos teriam a sensação de que seus estudos refletiriam o momento atual.  Mas, vamos ressaltar uma obra que não nos sai da cabeça por esses dias e que contempla a ação docente de maneira que o professor:

  • crie pontes no conhecimento;
  • transcenda a prática de sala de aula: como somos desafiados com as webconferências, com as vídeo-aulas e plataformas digitais;
  • pesquise e inove: formas de levar o ensino, inovar a linguagem utilizada, pesquisar a melhor maneira de fazer a escola acontecer nos dias em que não sabemos como será o amanhã;
  • ensine com ética e estética: somente acreditando no poder transformador da educação é que conseguimos levar nossas vídeo-aulas, nossas interações virtuais e aqui fazemos uma ressalva aos inúmeros colegas de profissão que se desesperam com seus alunos sem condições de receberem todas estas formas de ensino. Sim, as desigualdades sociais se ampliarão e tememos os estragos, mesmo nos considerando muito privilegiados.

⠀⠀⠀⠀ E sobre estética, quantos aprendizados estamos tendo com a forma como estamos desenvolvendo tudo. Aos colegas próximos de trabalho, nossa parceria tem sido essencial. Aos que estão longe, nosso mais profundo reconhecimento.

  • amar a docência, respeitar o discente, compreender a condição de sermos docentes e discentes ao mesmo tempo.

⠀⠀⠀⠀ E mais que tudo: a educação no tempo desta pandemia não pode parar. Medo existe, claro! Fundamental é termos consciência e esperança. E ao nosso modo de enxergar o mundo, a educação é a esperança se transformando em verbo.

⠀⠀⠀⠀ Esperançamos o amanhã e parafraseamos o poeta que diz que entre o real e o desejável há a imposição inevitável do tempo de esperas. Que esperemos através também da educação!!!

⠀⠀⠀⠀ Utopia … Não! Esperança e fé em nossa profissão!

OFICINAS DE PRODUÇÃO TEXTUAL

Ensino Fundamental 2

Fernando Pessoa, um dos maiores autores da literatura portuguesa, diria que escrever é 99% transpiração e 1% inspiração, porém, em nossa sociedade, existe um estigma de que escrever parte de um dom absoluto, o que não é exatamente verdade. A escrita, assim como a capacidade de desenhar, precisa de muito treino para que se chegue a resultados satisfatórios. Afinal, o que é a literatura senão o trabalho com as palavras? 

Partindo desse pressuposto, resolvemos implementar oficinas de produção textual cuja finalidade é trabalhar a prática da escrita em nossos alunos desde o sexto ano. Nas oficinas – que são semanais – nossos alunos passam a ter um contato mais aprofundado com os gêneros textuais apresentados pelo material didático, assim como a conhecer novos gêneros além dos que estão presentes na apostila.

A ideia dessas oficinas partiu de uma necessidade da nova geração ter mais contato com a materialidade textual uma vez que, com o advento das tecnologias digitais, a relação com os livros e com os textos em si estão se tornando cada vez mais distantes.

Nossa ideia é reaproximar os alunos da leitura, tornando-a interessante e atrativa e passando pelos mais diversos gêneros, desde memórias literárias – com o qual os alunos puderam ter contato com o impecável texto de Garcia Marquez – até mesmo com os gêneros mais atuais, como o meme. A partir da leitura, os alunos produzem semanalmente textos dos mais diversos gêneros de forma divertida, didática e rica tornando a prática da escrita comum em suas vidas.

Confira alguns dos textos que já foram produzidos:

6° ano – conto fantástico

AMIZADE EM MUNDOS DIFERENTES

Autor: Murilo Martins Azevedo

Em um sitia viviam dois cachorros, o nome deles eram: Choquito e Caramelo. Eles tinham como diversão correr atrás da gata Nininha até que um dia apareceram dois outros cães que passaram a morar na casa ao lado e que adoravam correr atrás de Choquito e Caramelo. Eles ficaram com muito medo daqueles novos habitantes e não sabiam o que fazer para se livrarem dos inimigos. 

Um dia, Choquito descobriu um portal que levava para outra dimensão e, quando foram perseguidos novamente pelos cachorros vizinhos, entraram nele… só que não esperavam que ficassem presos naquele lugar!

Desesperados, eles continuaram procurando como voltar para o sítio até que encontraram um rosto familiar. Quem era?! A gata Nininha! Sendo assim, tiveram que negociar com ela, pois era a única que sabia como voltar. Quando eles corriam atrás dela no sítio, a gatinha sempre escapava pelo portal. Ficou decidido, então, que eles nunca mais correriam atrás dela em troca da informação de como voltar.

A negociação foi bem sucedida e eles voltaram todos juntos para o sítio.

Assim, houve uma inesperada amizade entre Choquito, Caramelo e Nininha, agora amigos, até em mundos diferentes.

7° ano – Relato pessoal

POUSO FORÇADO

Autor: Miguel Fontes

Essa história que vou te contar garanto que se for andar de avião se lembrará dela. Então, vamos a história. 

Eu e minha família estávamos tirando férias em Florianópolis – SC, mas conhecida como Floripa ou Ilha da Magia. Infelizmente, o dia de ir embora chegou e não estávamos muito animados, pois a volta é sempre mais cansativa.

Chegamos ao aeroporto local para pegar o nosso voo para o aeroporto de Guarulhos, nosso destino até que tudo começou a dar errado. Na verdade, tudo começou com um atraso de uma hora para que o avião chegasse ao aeroporto. Quando ele chegou nós embarcamos, estava nublado e ventava muito, sendo assim, na hora da decolagem o avião balançava bruscamente por causa do vento. Muitas pessoas ficaram apavoradas enquanto eu só dava risada.

Havia passado um tempo e o piloto nos avisou que em Guarulhos chovia muito e que ele não conseguiria efetuar o pouso, então ficamos dando voltar e esperando que o tempo melhorasse, mas não adiantou e o tempo só piorou. Nesse ponto, o avião estava ficando sem combustível e por isso o piloto decidiu pousar em Ribeirão Preto – SP para que fosse abastecido.

O avião estava com tanque cheio, então decolamos e rapidamente já estávamos em Guarulhos, o tempo havia melhorado e com isso conseguimos passar com segurança. No final, tudo acabou bem. Se isso acontecer com você, não fique nervoso. Saiba que os pilotos são treinados para essas situações!

8° ano – Memórias Literárias

UM TEXTO SOBRE ESCREVER

Autora: Marina Neri da Silva

Lembro-me como se fosse hoje, a primeira vez que li um livro de romance completo. Era um sentimento único e que me corroía a cada linha. 

Com o passar das horas, a leitura acabou e deu espaço a um vazio que sentia por dentro. 

Quando terminei um turbilhão de pensamentos rodeavam-me, como “por que acabou?” ou “o que eu acabei de ler?”. 

Com isso, comecei a me aprofundar nesse gênero em específico: romance. 

Apaixonei-me perdidamente, entretanto, eu queria mais. Então, procurei outros novos gêneros como suspense, drama e romance policiar. De certa forma, sim, aqueles livros mexeram bastante com o meu psicológico. 

Eu, uma mera leiga, comecei a escrever por diversão, sobre tudo e nada ao mesmo tempo e passei a me conhecer mais a cada linha que escrevia. Era maravilhoso!

Um sentimento de felicidade me corroía.

Com o passar do tempo, aprimorei-me, esforcei-me para melhorar cada vez mais meu conhecimento sobre o assunto e foi então que conhecer a ficar obcecada por livros, por escrita e – é claro – por leitura.

Foi a partir daí que tudo começou!

9° ano – dissertação escolar

PRECONCEITO LINGUÍSTICO: ORIGENS DA COLÔNIA

Autora: Alice Campolina Martins 

As desigualdades estão presentes na sociedade tanto social quanto financeiramente. As pessoas de alta renda tendem a depreciar pessoas menos favorecidas fazendo com que surjam preconceitos na atualidade, como linguístico.

Segundo o IBGE, 11,3 milhões de brasileiros acima de quinze anos são analfabetos no país, sendo um total de 6,8 da população brasileira. A falta de escolaridade é negativa não somente a quem deseja ser ativo no mercado de trabalho, mas também às pessoas que nunca tiveram contato com a norma padrão da língua – normalmente por falta de condições financeiras – pois acabam sofrendo discriminação pela forma de falar, sendo excluídas socialmente ou tornando-se motivo de chacota.

O Brasil é um país de grande miscigenação que teve interferência, em sua colonização, de vários países europeus, diferenciando as maneiras de falar de cada estado pela presença dos sotaques. A região centro-sul do nosso território é tida como referência de linguagem, consequentemente menosprezando as gírias e as formas de falar de outras regiões dando origem a xenofobia e contrariando o Artigo 3 da Constituição de 1988, que garante a liberdade de todos os seres humanos, independente da raça, cor, etnia, gênero, religião e região.

O preconceito linguístico deve ser extinguido com a tolerância da população. Cabe ao Ministério da Educação tornar obrigatoriedade das escolas ensinarem as formas linguísticas das regiões do nosso país e o respeito que se deve aos habitantes delas.

Professora Elis

Acolher para Criar, Acolher para Crescer

E chegamos ao início do ano letivo de 2020!

Expectativas altas para um ano cheio de aprendizagens, recheado de muita afetividade.

Pensando em questões que permeiam o ano letivo, a acolhida faz refletir sobre o papel da escola para muito além do ensino das disciplinas. Acreditamos que não há idade escolar para o acolhimento do aluno, o qual precisa ser recebido com muito respeito em qualquer etapa: educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, ensino superior, pós graduações…

Acreditamos que não há idade escolar para o acolhimento do aluno, o qual precisa ser recebido com muito respeito em qualquer etapa: educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, ensino superior, pós graduações…

Quem é que não deseja ser bem recebido e integrado no ambiente em que frequentará com finalidade de aprender? Aliás, quem aprende distanciado das relações afetivas?

Recordando um pouco de experiência de ser aluno, é impossível não mencionar a experiência nas orientações para o desenvolvimento da pesquisa que nos levou à titulação de mestre em educação. Professora Ana Marial Calil, linda por dentro e por fora, com muitos outros alunos além de mim (todos pertencentes ao ensino superior, às pós graduações e mestrados, portanto, adultos! )olhava em nossos olhos, incentivando a correção, mostrando que todos os obstáculos poderiam ser superados. Assim, a insegurança foi dando lugar à certeza de querer estar ali, de aprender, de entender para criar e por fim, crescer um pouco mais.

Se assim o é com adulto, imaginem com crianças e adolescentes?

Todos os alunos precisam ser acolhidos, todas as suas famílias também!

Somos únicos em um todo! Nossas particularidades nos fazem especiais e formam o grupo. Assim, nós professores recebemos nossos alunos, de e desta forma recebemos as famílias.

A escola precisa desenvolver segurança nos alunos e em suas famílias. Especificamente nos pequenos e que ingressam no mundo escolar, não cabem falas como “chora mesmo, depois acostuma..”, “é assim mesmo…”.

Mas, não é normal a criança e a família ficarem inseguras??? A resposta é: sim! É normal insegurança, choro e angústias devido ao desconhecido, mesmo que saibamos que a escola é referencialmente boa. O que precisa ser diferente é a acolhida de todo este processo. É mais que necessário o olhar para a criança, para sua família. Importa também para os pequenos, o colo (afago) da professora, que magicamente consegue acolher mais de um aluno, desde que serena e engajada no entendimento dos que estão à si designados . É imprescindível que a família possa conversar, possa desenvolver a segurança para passar aos pequenos a tranquilidade da entrada na escola, um ambiente de muitas alegrias e descobertas, mas ainda desconhecido para ela. Então, acolher é a voz que precisa ecoar no espaço escolar.Acolher para estar, acolher para ser, acolher para Criar e Crescer!!!

Terminamos estes parágrafos com um trecho do livro “No chão da escola: por uma infância que voa”, de Marcelo Cunha Bueno: “Entrar na escola é algo que modifica os seres e estares das pessoas, mas é absolutamente transformador , em todos os sentidos imagináveis!”.

Bem vindos alunos e famílias CCC!!!!

Musicais C.C.C. : de sempre e para sempre!

Em meio às aulas cotidianas e preparação para os musicais “Foi Assim, sim!”, nos pegamos pensando sobre os motivos pelos quais investimos tempo, pesquisa e preparativos para este evento, que nos é tão significativo.

Por que fazemos? Quando surgiu a ideia? Qual a diferença entre uma festa de fim de ano escolar e um Musical.

Bom, em primeiro lugar, todos os Musicais se constituem instrumentos muito pedagógicos, ou seja, são aulas acontecendo e que possuem o principal objetivo de construir conhecimentos. 

Há sempre uma preparação envolvendo diversas disciplinas, textos, raciocínios. E elas são importantes para o desenvolvimento do protagonismo e da aprendizagem dos nossos alunos. Isso tudo é função da escola!!!!! Por isso também precisa acontecer!

Por outro viés, vejam: hoje a normativa da Base Nacional Comum Curricular prevê o desenvolvimento das competências e habilidades sócio emocionais, mas isto sempre esteve em meio ao trabalho de ensinar e aprender, pois o ensino vai sempre além do livro didático e tudo que se aprende com este precisa ter aplicabilidade na vida diária, tornando o conhecimento significativo.

A ideia de fazermos musicais surgiu há muito tempo, desde quando não o denominávamos assim. Na verdade, nós professores ainda não sabíamos bem qual nomenclatura usar, pois não fazíamos apenas uma festa de fim de ano, era muito mais, pois tudo partia de um contexto maior de ensino e aprendizagem.

Juntamos nossas ideias, estabelecemos que a criatividade seria a mola propulsora, envolvemos a equipe, alunos e pais e lá fomos nós para fazer algo diferente de tudo que havia na cidade e com valor escolar de verdade.

Lembramos do primeiro que fizemos com os alunos de sexto ao nono anos do Ensino Fundamental: “O homem que calculava”, encenação a partir desta obra de Malba Tahan. Sim! Matemática pura! Sem muitos requintes, nossos alunos encenaram os problemas matemáticos para o público formado pelos pais e outros alunos. Ah…Que sufoco conseguir ajustar as roupas para o dia!

Depois fizemos “ As mil e uma noites”, o “Auto da Compadecida” e chegou a vez de investir a mesma estrutura com a educação infantil. 

Desafiador? Claro! Encantador também.

Começávamos uma trajetória de trabalhar com os pequenos alunos e com os maiores, em momentos distintos, toda a riqueza de um musical (literatura, arte, movimento, raciocínio, trabalho em equipe). Professores encararam o desafio de protagonizar junto das crianças, histórias sensíveis, engraçadas ou de aventuras, às vezes criadas, outras vezes, embasadas na literatura.

Em um momento reflexivo, breve parada para sustentar ideias para o “Foi assim, sim”, que acontecerá em três versões: para educação infantil, ensino fundamental 1 e ensino fundamental 2 – cada um com o máximo respeito à fase escolar e de maturidade vivida, lembramos os momentos mágicos que vivemos e que certamente, deixaram muitas riquezas aos alunos C.C.C.:

  • O homem que calculava – ensino fundamental 2;
  • Mil e uma noites – ensino fundamental 2;
  • Gisele no bosque – educação infantil;
  • O armário encantado – ensino fundamental 1;
  • Romeu e Julieta – ensino fundamental 2;
  • O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá – educação infantil
  • Vidas Secas – ensino fundamental 2;
  • O Mágico de Oz – educação infantil;
  • Sonhos de uma noite de verão – ensino fundamental 2;
  • Viagem pelos Contos Maravilhosos – educação infantil;
  • Sherazade e o valor do amor – ensino fundamental 1e 2;
  • O pequeno príncipe – educação infantil;
  • Os Karas – ensino fundamental 2;
  • Show Brasil – ensino fundamental 2;
  • Conto de Natal – educação infantil.

Nossa! Mesmo fazendo parte de nosso projeto escolar, ainda não tínhamos parado para quantificar o que fizemos. Cremos que isso se deva porque conceituar a qualidade sempre foi o objetivo maior de tudo.

Então, mais uma vez chegamos à conclusão que muito mais que uma festa, o Musical é um ideal de ensinar e utilizar todos os instrumentos à favor da aprendizagem, dando sentido à vida escolar.

Que orgulho de nossos alunos e de nossas produções! Quanto empenho para fazermos uma educação de valor com ensino de qualidade! Quanta fé no princípio transformador que a educação possui.

Por que continuar a fazer? Porque sabemos que de algum modo, o aluno C.C.C. será diferenciado no futuro porque aprendeu a ser protagonista, a trabalhar em equipe, a se posicionar diante de obstáculos.

Nesse ritmo de lembranças, convidamos alguns ex-alunos para falarem sobre suas participações. Hoje estão vivendo outras perspectivas, pois já se formaram há pouco ou muito tempo. Ainda assim, suas palavras representam a voz do C.C.C. e a de todos que ainda participarão deste belo projeto!

Abraços! 

Equipe C.C.C.


Sou  acadêmico de medicina do quinto período e diversas vezes me deparei com situações em que a minha postura teria influência direta na reação do paciente, tanto para colher uma história clínica ou explicar resultados diagnósticos. Do inicio ao fim do contato com o paciente são necessárias habilidades de comunicação, que terão grande importância na condução da consulta e no posterior diagnóstico.

Não existe um manual de como lidar com as situações que encontramos na medicina, o teatro tem o papel não só de preparar para os casos reais, mas também para o desenvolvimento de habilidades que são necessárias para o contato com o paciente. 

Vítor de Castro Re. Barbosa
27 anos, Estudante de Medicina
Ex-aluno C.C.C. 

Dos 6 meses até os meus 15 anos estudei no CCC e sempre amei música, teatro, tudo relacionado a isso e tudo isso era proporcionado pra gente. Através de um musical em 2010, com apenas 11 anos, em um momento muito difícil,  entendi que a música sempre fez parte de mim e poder apresentar ela contando histórias era um amor com diversão. Todo mundo se unia ainda mais e fazia do musical, um espetáculo.

Hoje eu sou muito grata, por ter feito parte dessa história desde o começo, me tornou uma pessoa mais comunicativa, me fez aprender mais formas de expressar sentimentos e posso afirmar com plena convicção que esses musicais fizeram parte da minha história e faço sempre questão de lembrar e falar sobre isso.

Natália Sestari Silva
20 anos, Estudante de Farmácia
Ex-aluna C.C.C.

Gosto de dizer que sou uma pessoa de muita sorte porque participei dos musicais mesmo após ter me formado no nono ano. Essa oportunidade não apenas fortaleceu os laços lindos que criei com o colégio ao longo dos catorze anos que lá passei, mas também me ajudou a crescer como pessoa e mulher (confesso que ainda não estava pronta para ir embora).

A cada apresentação uma nova “Júlia” despertava e, depois de tantas histórias vividas, pude “juntar” cada uma delas para me construir como sou hoje.Através desse projeto, a escola me ajudou a encontrar coragem (o frio na barriga de estar em frente a todas aquelas pessoas sempre existiu) e autoconfiança, sem as quais não estaria pronta para trilhar meus caminhos sozinha.

Mesmo após seis anos de formada, não deixo de assistir a nenhum musical, tanto do ensino infantil quanto do fundamental! Ver as apresentações me traz a certeza de que passei quase toda minha vida no lugar certo e saber que outras pessoas estão tendo a mesma oportunidade que tive enche meu coração de alegria. Já estou ansiosa para este ano!

Júlia Rainer
20 anos, Estudante de Medicina
Ex-aluna C.C.C.

O Musical CCC é uma experiência única  para os seus alunos, pois planejam, se dedicam e ensaiam para a tão esperada apresentação, que é a realização de um sonho.  Só me restam boas lembranças desses momentos tão marcantes e emocionantes.  O Musical CCC é um espetáculo muito especial e que deixa marcas, tanto aos alunos como aos seus espectadores. Sou ex-aluna CCC, e  todos os anos que tive o grande contentamento em participar, me fizeram tornar uma pessoa mais madura, tendo mais responsabilidade e o gosto pela arte.

Alícia Satim Mori
15 anos, Estudante do Ensino Médio
Ex-aluna C.C.C.

Oi, gente, tudo bem? Eu sou a Lívia, ex aluna do CCC, que saiu ano passado e cresceu dentro da escola.

De todos os projetos da escola, o que sempre sentirei mais falta, será o musical anual do CCC! Participei de todos enquanto estive na escola e todos os anos essa era a época minha época preferida do ano, pois era quando começávamos a tratar do musical, que sempre nos surpreendia e se tornava mais especial a cada ano que passava!

O musical é uma experiência maravilhosa, que com certeza me trouxe muito amadurecimento e ensinamentos! Aprendi sobre cultura, livros, visões de mundo e além de tudo, pude aprender a falar em público, algo que me ajuda muito até os dias atuais.

O musical é lindo e daria tudo para poder participar mais uma vez desse projeto tão especial e que traz tantas coisas boas para nossa vida! Por isso, aproveitem muito e guardem todos os ensinamentos que ele passa para vocês, alunos do CCC. Esse ano, será novamente um show maravilhoso!

Lívia Rainer
15 anos, estudante do ensino médio
Ex aluna CCC

Veja também este lindo depoimento em vídeo.

Yasmin Gomes Ribeiro
16 anos – estudante do Ensino Médio
Ex aluna CCC

Dispositivo de Orrery – Laboratório de Astronomia C.C.C.

O Colégio Criar e Crescer dedica duas aulas além das previstas no currículo para o ensino de Ciências através de experimentação, que acontecem semanalmente no Laboratório de Ciências.

Acreditamos que desta forma, os alunos vão significando e ressignificando o livro didático, sendo fundamental a propriedade científica dos professores envolvidos com a Ciências no C.C.C. Professora Marceli, Professora Lucila e Professor Giulliano levam em frente o sonho de um aprendizado real, forte e que traga satisfação aos alunos.

Assim, a atividade experimental deve ser feita, não pelo método tradicional, mas sim por processos centralizados no aluno, de forma que a leitura do experimento deva ser direcionado por caminhos que envolvam a investigação, o chamado processo investigativo.

E os resultados têm sido muito positivos e um de nossos indicadores disto é que é bastante alto o número de medalhas nas Olimpíadas Científicas de cunho nacional (OBA, OBR, OBF, MOBFOG).

Abaixo está a sequência utilizada no terceiro bimestre com os alunos de sexto, sétimo, oitavo e nono anos. Ela veio a partir do trabalho de pesquisa de um dos nossos professores e certamente, agregou conhecimento e interatividade, fazendo do aluno, sob a supervisão da professora Lucila, o protagonista do seu aprendizado.

Vamos conhecer?

Abraços à todos !

Professora Márcia Buzzato


Da construção ao experimento

No 2° semestre na disciplina de Astronomia trabalhamos na construção e aplicação do Dispositivo de Orrery, tivemos como referência o trabalho desenvolvido durante o mestrado em Ensino de Física do Professor Giulliano Boaventura. 

Com o intuito de retomar conceitos, considerados básicos em Astronomia e que foram abordados anteriormente, porém desta vez utilizando o dispositivo foi possível representar alguns fenômenos, possibilitando uma melhor “visualização” e consequentemente compreensão dos mesmos. 

Seguimos algumas etapas e na primeira delas os alunos puderam conhecer do que se tratava essa ferramenta, um mini-planetário, onde apenas os três astros (Sol, Terra e Lua) estão envolvidos.  Posteriormente, conhecemos os materiais necessários para a construção e seguimos para a montagem. 

Professora Lucila

Alunos do 6° ano na etapa de montagem do dispositivo

Pronto para uso, iniciamos as demonstrações, a primeira delas foi o fenômeno do dia e da noite, utilizando o dispositivo fica claro que estes fenômenos acontecem devido ao movimento de rotação da Terra.

O segundo fenômeno representado é o das estações do ano.  Neste caso, ao posicionarmos o dispositivo nos solstícios podemos ver claramente a diferença em relação ao recebimento de luz solar nos dois hemisférios, teremos então as estações inverno e verão. Já na posição dos equinócios vemos os dois hemisférios recebendo a mesma quantidade de luz solar, teremos então as estações primavera e verão.

O terceiro fenômeno representado foi o das fases da lua, cada uma representa o quanto da face iluminada pelo Sol está na direção da Terra.  Representamos ainda os eclipses.

Após explorarmos todos esses fenômenos, seguimos para a finalização deste trabalho, com uma atividade avaliativa, nela os alunos registram suas observações e fazem uma análise de como a utilização do dispositivo contribuiu para a compreensão dos fenômenos estudados. 

Alunos do 8° ano durante a atividade avaliativa.



Dia dos professores: uma professora especial

Quem me acompanha sabe o quanto a docência me fascina e o quão importante considero o papel do professor para o êxito do ensino. 

Assim, a educação escolar visa uma formação social, moral, cognitiva e emocional, que acontece em determinado contexto histórico, sendo intermediada pela ação dos professores. É um processo complexo, mas tirando fatores sociais, econômicos, o fator professor é essencial para o sucesso dos alunos.

Então, hoje, dia 15 de outubro, contarei a vocês um pouquinho sobre uma professora especial para todos nós do Colégio Criar e Crescer, que além de muitas e muitas crianças e adolescentes contagiados por suas ações pedagógicas, inspirou a escrever sobre “bons professores e suas práticas”  durante minha trajetória de formação no mestrado.  

Bom, vamos lá! Meu interesse por educação começou muito antes de estar formada em Fonoaudiologia e Pedagogia, pois desde a infância acompanhei o caminho e a história de uma professora, que na verdade, foi a pessoa que me impulsionou à profissão. Seu exemplo e engajamento me levaram à docência.

A docente, a qual me refiro, é minha mãe, Sra. Mariléia,  que iniciou sua carreira como professora substituta na educação pública, percorreu o caminho de muitas outras mulheres na docência a partir da década de setenta: escola de zona rural, onde não era possível chegar de carro, efetivação na educação pública longe de sua cidade,  remoções, aulas em instituição particular de ensino e aposentadoria com honras, já em sua cidade (ainda que não esteja aposentada, pois é a diretora geral do nosso querido C.C.C.).

Ver o entusiasmo e a dedicação em estudos para se profissionalizar, o afeto com os alunos, a vanguarda ao romper paradigmas de fragmentação do ensino e, principalmente o êxito com alunos de educação infantil e ensino fundamental, são os exemplos que, atualmente, em um processo reflexivo sobre minha própria profissão, enxergo como verdadeira motivação não somente para mim, mas para tantos outros colegas. 

Uma mulher que acredita no poder transformador da educação. Uma professora que pode ser considerada representante honrosa da profissão docente e que luta por qualidade de ensino, acredita no ser humano. Sua trajetória nos inspira, seus passos mostram direcionamentos para nós, professores!

Observando sua prática, estudando e atuando como professora, coordenadora pedagógica,  acredito que bons professores possuam conhecimento sobre o que fazem, boas práticas de ensino e engajamento, numa tríade de igual valor. Como ela sempre fez e faz! Como buscamos fazer no C.C.C.!

Esse é o legado de um bom professor! Que possamos buscar essa tríade em nossa carreira, assim como ela busca incansavelmente. Que pelo desenvolvimento da carreira docente de nossa querida professora Mariléia, possamos acreditar sempre em nossa profissão  e nos sentirmos todos homenageados no “Dia dos Professores”!

Profa. Mariléia (ao centro) e equipe do Colégio Criar e Crescer

Ah…Obviamente que muitos foram e são os desafios dela em sua trajetória. Diversos também são os nossos desafios como professores nas realidades que atuamos. Mas assim como ela faz e demonstra em suas ações, a fé no ser humano e no poder transformador da educação deve nos mover.  Assim, alcançaremos a tríade da qual falei acima e que é descrita na literatura da área, vivida por bons professores e sentida pelos nossos alunos.

Fé e esperança sempre, pois “só é mestre aquele que persevera no ideal de ser aprendiz”. Feliz dia dos professores!!!!!

Um abraço!

Professora Márcia Buzzato

A importância de participar de olimpíadas científicas no ensino fundamental

Iniciamos recentemente nossa caminhada por mais um ano letivo, e com isso começamos também a nos preparar para as Olimpíadas científicas das quais tanto nos orgulhamos de participar e já são tradição no CCC, mas já paramos para pensar qual a importância de estarmos envolvidos neste tipo de atividade?

Mais do que medalhas, prêmios ou certificados de participação, as olimpíadas científicas nos proporcionam novas descobertas, sobre ciências e tecnologias, ampliam nosso conhecimento, contribuem para a melhora da capacidade de raciocinar, resolver problemas e organizar ideias. Outro ponto que pode ser destacado é que participar das olimpíadas desde cedo colabora para que saibamos lidar com o enfrentamento de desafios, competições saudáveis, frustrações, trabalho em equipe, aprender a vencer ou perder e acima de tudo, dar nosso melhor, algo singular que levaremos para a vida!

Nos próximos meses estaremos participando da Olimpíada Brasileira de Astronomia, (realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira e Agência Espacial Brasileira há 22 anos) e da Mostra Brasileira de Foguetes, momentos pela quais tanto esperamos desde a construção ao lançamento dos foguetes! Teremos ainda as olimpíadas de Física, de Robótica e de Ciências. Cada uma, dentro de sua especificidade, exigirá, desde já, de todos nós, engajamento, dedicação, disciplina e determinação, elementos fundamentais para crescermos, concretizarmos nossa aprendizagem e alcançarmos vitória e sucesso!

Queridos alunos, que possamos aproveitar essas oportunidades para colocar em prática todo o nosso conhecimento, contamos e acreditamos no potencial de vocês!

Abraços

Professora Lucila

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1. Tecnologia em processos químicos.
2. Licenciatura em física.
3. Curso sequencial de Fundamentos da docência nas áreas de matemática, ciências naturais e humanas.”

Como escolher a escola para nossos filhos?

Passadas as festas de fim de ano, o recesso merecido após um período de trabalho, muitas famílias se deparam com o questionamento: “e agora? Como escolher a melhor escola para meu filho?”.

Concordamos que “bom”, “melhor” são conceitos valorativos que dependem dos contextos em que vivemos. Mas, em se tratando de educação escolar, podemos elencar alguns critérios, os quais podem ser indicativos de boa qualidade. Afinal, a educação transforma, propulsiona e queremos sempre que nossos filhos tenham o melhor.

Assim, seja no berçário, na educação infantil, no ensino fundamental ou ensino médio, alguns fatores são comuns e vamos falar sobre eles:

1º) Instalações adequadas

Uma boa escola tem instalações pensadas para cada etapa de ensino que abriga. No berçário é importante ter mobiliário adequado, quarto de descanso que não apenas tenha colchonetes ou tatames a serem dispostos se a criança dormir, lugar especial para troca de fraldas ou desfraldes, sala de alimentação, sala de estimulação e parques que
contemplem a faixa etária até 3 anos.

Na educação infantil, é muito importante também que as salas de aula sejam arejadas, exista espaço para o lúdico, banheiros próximos, mobiliários que permitam postura ergonômica da criança ao sentar, parques com cuidados especiais para crianças até cinco anos, espaço delimitado à educação infantil, etapa tão importante para a vida do
educando. No ensino fundamental, anos iniciais, a preocupação com a ergonomia das salas de aula continua essencial para o desenvolvimento do estudante, lembrando também que o lúdico não pode perder espaço na escola.

Nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, as instalações devem priorizar o conforto dos alunos que estão crescidos, a ambientação para essas fases, o espaço para a circulação e a existências de recursos para diferentes estratégias de ensino. Vale a pena visitar, ver os ambientes, entrar em todos os espaços, “reparar” até mesmo na manutenção da limpeza da escola.

Diante destas afirmações, surge inevitavelmente uma questão: uma boa escola pode ter todas as etapas de ensino? As respostas são claras: se houver o espaço adequado, o cuidado especial e a priorização para cada etapa, SIM!

Se algum destes itens faltar, a resposta é NÃO.

Tendo entendido o que é importante procurar em instalações em um colégio, de acordo com a etapa vivida pelos filhos, passa-se a um aspecto primordial, que definirá a evolução do aprendizado e o bem-estar de nossos bebês, crianças ou adolescentes: a equipe profissional da escola.

Sim!!! De nada adianta um bom local, com boas instalações e não conhecer quem, de fato, fará a educação acontecer junto ao seu filho. Mas não é óbvio que todos os profissionais deveriam ser “profissionais da educação”?

Então, óbvio é, realidade … nem sempre…

2º) Equipe profissional que compõe a escola

Por razões que não vamos esmiuçar nesse texto, a legislação permite que muitos profissionais adentrem e atuem no ambiente escolar. Claro que muitos são bons, mas não devemos abrir mão de confiar nossos filhos à pessoas que estudam educação, em seus aspectos de história, desenvolvimento humano em toda sua composição, didática no ensino, conhecimento científico, avaliação. Profissionais de pedagogia e profissionais licenciados em disciplinas específicas estudam tais aspectos.

Sendo o aluno, o núcleo do processo educativo, o professor precisa compreender o sujeito de seu trabalho e não apenas o objeto de conhecimento.

Então, no berçário é importante os bebês serem cuidados e estimulados por pedagogos, na educação infantil é essencial que os professores sejam pedagogos e estudiosos do desenvolvimento da aprendizagem, inclusive na alfabetização, no ensino fundamental esses aspectos também devem ser prioritários. Já nos anos finais do ensino fundamental e também no ensino médio, os professores licenciados em suas disciplinas (Português, História, Matemática, etc) são específicos sim, mas também estudaram psicologia do desenvolvimento, didática, avaliação, o que faz toda diferença no processo de aprendizagem do estudante.

Contudo, ainda que toda a equipe seja formada por profissionais da educação, um bom funcionamento da escola, também se faz com a presença de equipe diretiva, ou seja, diretor, coordenador pedagógico, secretaria pedagógica. Mas qual papel da equipe diretiva?

Além de articular todo o funcionamento de uma escola, o que já não é pouco, cuidar do patrimônio para estar sempre apto à frequência de seus alunos, fazer a articulação da escola com a comunidade, garantir junto à todos os profissionais, o cumprimento da legislação educacional, a gestão escolar tem por obrigação legal, além do comprometimento moral, proporcionar a formação continuada de sua equipe de professores em todos os níveis.

Ou seja, um bom ensino precisa ser contextualizado à realidade em que acontece, as necessidades da comunidade precisam ser atendidas e discutidas à luz da ciência pedagógica. O aprimoramento dos profissionais precisa ser constante e ativo, acontecendo também no local de trabalho e não somente em cursos de pós graduações. Equipe diretiva tem que ser presente diariamente!

Assim, quando visitar uma escola, mesmo sem compreender educação em seus meandros, é importante questionar como acontece a formação continuada da equipe docente, pois esta é uma essencialidade quando se fala em educação de boa qualidade, seja a etapa que for!!!!

3º) Sistema de ensino: há muitos e variados sistemas de ensino.

Na atualidade, temos um documento que embasa a formulação dos materiais didáticos, a Base Nacional Comum Curricular, que abrange a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio. Não vamos adentrar nestas questões, mas ressaltamos que além de conhecer o sistema, ainda que por visitas aos sites, por manuseio de um material, é preciso conhecer como a escola ensina, perguntar quais valores de ensino pratica. Perguntar e conhecer resultados em avaliações externas também (olimpíadas estaduais, nacionais e vestibulinhos).

É fundamental que a escola tenha claramente uma filosofia de ensino, valores que abrangem a didática e também a formação humana. Perguntar como se ensina, conversar com famílias que já tenham filhos nesta instituição, visitar a escola em funcionamento são importantes formas de conhecer a filosofia dela.

Vale lembrar que escolher berçário, escola de educação infantil têm a responsabilidade de entender que neste local, a criança passará boa parte de sua primeira infância. Assim como no ensino fundamental anos iniciais ou finais: se não fosse fundamental, não se chamaria fundamental!!!

No ensino médio, o cuidado com os adolescentes não pode ser menor que os estímulos de conhecimento (não esqueçamos disto!).

Portanto, uma última dica que damos refere-se à questão de valores e afetividade. Segue…

4º) Valores e afetividade

Sinceramente acreditamos que não existe ensino distanciado de afetividade. Vale a pena visitar a escola, perguntar sobre a relação entre escola e alunos a quem apresentar lhe a proposta, saber como a escola se comunica com as famílias, como são feitas as mediações de conflitos, dar uma espiada nas redes sociais e ver como os estudantes (principalmente os maiores) e as famílias se referem ao colégio. Os valores como diálogo, voz aos estudantes, valorização da equipe, cuidados com pessoas e ambiente, propósito da escola, resultados obtidos são percebidos sem treinos pelos familiares, ou seja, bom senso, escuta ativa são os principais elementos de percepção dos valores e da afetividade.

Enfim, poderíamos discorrer laudas e laudas sobre indicadores de qualidade numa escola. Por ora, acreditamos que alguns pontos bastante importantes foram aqui abordados e quiçá, poderão ser úteis para escolha não apenas do local onde nossos meninos e meninas irão estudar, mas para o entendimento de uma instituição que pretende realmente ser escola!

Profa. Márcia Maria de Castro Buzzato
Mestre em Educação pela UNITAU (Formação de professores), Diretora
pedagógica do C.C.C. e mãe de aluna que está indo para o Ensino Médio

O estudo das grandes guerras

No dia 11 de novembro o mundo celebrou os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial.

O armistício foi assinado por volta das 11 horas da manhã, colocando fim à um conflito sangrento e que entrou para a história por ter sido o palco de novas tecnologias (como a experimentação de armas tóxicas e aviões). As marinhas perceberam que o uso dos zepelins e posteriormente os aviões seriam o grande diferenciador a partir de então.

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A Primeira Guerra Mundial havia acabado, porém uma sementinha má havia sido plantada no mundo, e logo mais, teríamos a Segunda Guerra Mundial.

Estudar as Grandes Guerras nos leva ao conhecimento e entendimento das alianças politico- militares feitas (e que perduram até hoje), nos mostra as inovações tecnológicas que depois foram levadas para nossas casas e além de tudo, nos faz ter uma reflexão sobre a disseminação do ódio, que deixou e sempre deixará sementes malignas na sociedade.

Prof. Simas

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